Dez pessoas morrem no 3º dia de conflito na fronteira entre Armênia e Azerbaijão

Tensões teriam surgido após o presidente azeri levantar a possibilidade de nova guerra contra a Armênia
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Sete soldados do Azerbaijão, um civil e dois militares da Armênia morreram nesta terça (14), terceiro dia de confronto na fronteira entre os dois países. A informação é da agência de notícias Reuters.

O Ministério da Defesa azeri disse que três soldados foram mortos no dia 12, primeiro dia do conflito. Outro morreu no dia seguinte, segundo a norte-americana Radio Free Europe.

De acordo com a rádio norte-americana, as tensões surgiram após o presidente azeri, Ilham Aliyev, levantar a possibilidade de uma nova guerra contra a Armênia e denunciar a paralisação das conversações de paz.

No último dia 7, Aliyev ameaçou retirar-se das negociações, caso resultados não fossem alcançados. O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinian, acusa o Azerbaijão de “provocações”, que “não ficariam sem respostas”.

Há anos, os países vizinhos estão em um impasse quanto a região separatista de Nagorno-Karabakh, no Azerbaijão. No entanto, o atual confronto ocorre em uma região distante e diretamente entre os dois países, o que é raro.

A comunidade internacional, como Rússia e União Europeia, se preocupam com o conflito. O principal motivo é a ameaça de instabilidade no Cáucaso Sul, corredor para gasodutos que levam petróleo e gás para mercados mundiais.

Região separatista

A região de Nagorno-Karabakh, povoada principalmente por armênios, declarou independência do Azerbaijão em meio a uma guerra entre 1988 e 1994.

Dez pessoas morrem no 3º dia de conflito na fronteira entre Armênia e Azerbaijão
Soldados da Armênia durante a guerra de Nagorno-Karabakh, em 1994 (Foto: Wikimedia Commons)

O confronto causou 30 mil mortes e desalojou centenas de milhares de pessoas. A reivindicação de independência não é reconhecida por nenhum país.

Desde 1994, a região está sob controle das forças que o governo azeri diz incluir tropas fornecidas pela Armênia. Um cessar-fogo foi estabelecido, com ajuda da Rússia, Estados Unidos e França.

No entanto, o acordo nem sempre é respeitado. Até hoje, não houve nenhuma solução duradoura para o conflito.

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