Europa

Por Navalny, Alemanha pode parar obra de mega gasoduto Nord Stream 2, da Rússia

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que vai reconsiderar projeto se Kremlin não investigar ataque a opositor

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou na segunda (7) que deve reconsiderar o projeto do megagasoduto Nord Stream 2 se a Rússia não investigar o envenenamento do principal líder opositor ao Kremlin, Alexei Navalny.

Parte da estrutura do megagasoduto, entregue em 2011, já corresponde a 40% do gás natural consumido pelos alemães. A obra tem conclusão prevista para o final deste ano.

Agora a reação alemã depende da resposta da Rússia nos próximos dias, disse um porta-voz ao jornal norte-americano “The Washington Post”.

Após envenenamento, Alemanha pode parar obra de megagasoduto da Rússia
A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente russo Vladimir Putin dão as mãos na cúpula do G20, em Hamburgo, na Alemanha, em julho de 2017 (Foto: WikiCommons/Kremlin)

Desde o envenenamento, o Kremlin mostrou pouco interesse em investigar o caso. Emissoras estatais sugeriram que o principal oposicionista de Vladimir Putin ingeriu uma alta quantidade de “álcool e drogas”.

Em resposta, lideranças alemãs pressionaram para que o projeto fosse reconsiderado ou abandonado.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a hipótese de bloquear a obra é absurda e não há qualquer risco para fazê-lo. Segundo ele, o resultado da investigação sobre Navalny será entregue nos próximos dias. “Estamos esperando por isso com muita expectativa”, disse.

Navalny acorda

Internado em Berlim desde 22 de agosto a pedido de Merkel, Navalny acordou do coma na segunda (7) e está reagindo, informou o Hospital Charité.

Médicos alemães já determinaram que o oposicionista de Putin foi envenenado com Novichok, substância de uso militar criada na era soviética.

O político, no entanto, pode sofrer danos a longo prazo. Ele agora está sendo retirado gradualmente da ventilação mecânica, informou a clínica. Navalny adoeceu de forma súbito durante um vôo entre Tomsk, na Sibéria, para a capital Moscou, no último dia 20.