Na Estônia, ministro cai após defender que eleição nos EUA foi ‘fraudada’

Pequena ex-república soviética, país tem nos EUA um dos maiores fiadores de sua segurança contra a Rússia
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O ministro de Interior da Estônia, Mart Helme, renunciou ao cargo na segunda-feira (9) após criticar a eleição de Joe Biden nos EUA, disse a Reuters.

Em uma entrevista, no domingo, o político e liderança da direita populista afirmou que a eleição presidencial norte-americana foi fraudada e que Biden e seu filho Hunter são “corruptos”.

O primeiro-ministro Juri Ratas e o presidente estoniano, Kersti Kaljulaid, condenaram os comentários de Helme. Outros ministros, como Urmas Reinsalu, de Relações Exteriores, e Juri Luik, da Defesa, afirmaram que as acusações são “loucas” e “perigosas” à segurança do país.

De extrema direita, ministro da Estônia renuncia após críticas à vitória de Biden
O político estoniano Mart Helme discursa na capital da Estônia, Talín, em fevereiro de 2018 (Foto: WikiCommons)

Não há evidências de que houve fraude na eleição norte-americana, embora o atual presidente Donald Trump não tenha concedido a vitória ao democrata e defenda uma “batalha judicial” para rever os resultados.

Ex-república soviética de de 1,3 milhão de habitantes na fronteira com a Rússia, a Estônia integra a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e tem a aliança com os EUA como sua “primeira linha” de defesa.

Pai sai, filho fica

As críticas, no entanto, foram mais duras a Mart Helme e não respingaram em seu filho, Martin, atual ministro de Finanças, que também acusou suposta “fraude” no pleito norte-americano.

Martin ocupou o lugar do pai na liderança do partido de direita populista ERKE no começo do ano. “Este é só mais um escândalo infundado que tem como objetivo derrubar o governo”, disse Martin, 44, ao Parlamento em Tallinn na terça (10).

Pai e filho Helme apoiam publicamente o presidente Donald Trump, derrotado por Biden nas eleições do dia 3. Assim como Trump, os políticos estonianos acusam Joe e Hunter Biden de estabelecer práticas comerciais antiéticas na China e Ucrânia. Nenhuma das acusações têm provas.

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