Para 77% dos europeus, países pouco democráticos não devem receber da UE

Opinião foi apurada em pesquisa encomendada por Bruxelas; motivo seria desempenho ruim de Hungria e Polônia
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Para 77% dos europeus, apenas países que seguem princípios democráticos devem receber fundos e auxílio financeiros da UE (União Europeia). A afirmação pode estar atrelada ao recuo democrático de vários países do continente, como Hungria e Polônia.

A preocupação com a pandemia também é motivo de preocupação da maioria dos europeus, mostra uma pesquisa encomendada e publicada pela UE (União Europeia) no dia 20.

De acordo com a pesquisa, 54% da população europeia acredita que a UE deveria ter mais recursos financeiros para superar as consequências da Covid-19 no Velho Mundo.

Atual presidente Andrzej Duda foi o único candidato a fazer campanha na Polônia diante de restrições para conter o coronavírus (Foto: Reprodução/Twitter)

A afirmação vem na esteira do segundo pico de contágio do novo coronavírus na Europa. Na terça (27) a Bélgica se tornou o país com mais casos confirmados. São mais de 1,3 mil casos a cada 100 mil habitantes só nas últimas duas semanas.

Depois dos belgas está a República Tcheca, Eslovênia, Liechtenstein, França, Holanda, Eslováquia e Espanha.

Além da saúde pública, no entanto, outros países também dão preferência à recuperação econômica e mudanças climáticas, aponta o estudo.

Na Estônia, Letônia e República Tcheca, por exemplo, a maioria coloca a recuperação econômica em primeiro lugar na lista de prioridades. Outros países como a Áustria, Dinamarca e Alemanha, por outro lado, deram urgência ao combate das mudanças climáticas.

A pesquisa revela ainda que 39% dos europeus sofrem impactos da Covid-19 em sua renda pessoal. Outros 27% esperam ser afetados em um futuro próximo. A maioria de 20 países alerta que a crise já afetou completamente o orçamento familiar.

Grande parte dos cidadãos, no entanto, veem a UE como parte da solução para a crise, ainda que 66% acreditem que o bloco deveria ser mais atuante para lidar com a pandemia.

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