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ONU: Legado de escravidão no mundo deve acabar, dizem Nações Unidas

Declaração marca o dia de memória das vítimas do tráfico transatlântico de escravos, que ocorreu por mais de 400 anos

Este conteúdo foi publicado originalmente no portal ONU News, da Organização das Nações Unidas

As Nações Unidas marcam, neste 25 de março, o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos. “Acabando com o Legado de Racismo da Escravidão: Um Imperativo Global de Justiça” é o tema deste ano.

A data ressalta o movimento global para acabar com injustiças que têm raízes no comércio de escravos e a importância da educação para reconhecer o impacto desta história no mundo moderno e como lidar com seus efeitos duradouros.

ONU: Legado de escravidão no mundo deve acabar, diz Nações Unidas em data oficial
A Arca do Retorno, o memorial permanente para honrar as vítimas da escravidão e do comércio transatlântico de escravos, na entrada da sede da ONU em Nova York (Foto: UN Photo/Rick Bajornas)

No total, escravagistas transportaram mais de 15 milhões de homens, mulheres e crianças através do Atlântico. Em vídeo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a data homenageia a memória de milhões de afrodescendentes que sofreram com o brutal sistema de escravidão e com o tráfico transatlântico de escravos.

“Este comércio criou e sustentou um sistema global de exploração que existiu por mais de 400 anos, arrasando famílias, comunidades e economias”, disse.

Homenagem

Guterres lembra a resiliência daqueles que suportaram as atrocidades cometidas por traficantes e proprietários de escravos. O chefe da ONU ainda reconheceu as “imensas contribuições” que pessoas escravizados deram à cultura e ao conhecimento dos países para os quais foram transportados.

O comércio transatlântico de escravos terminou há mais de dois séculos, mas “as ideias de supremacia branca que o sustentavam permanecem vivas”, disse Guterres.

Ele afirma que o mundo deve acabar com essa mentira racista. “O próprio passo é trabalhar em conjunto para enfrentar as consequências perniciosas e persistentes do legado da escravidão e do comércio transatlântico de escravos”, apontou.

Para Guterres, isso pode ser feito renovando a determinação em combater o racismo, a injustiça e as desigualdades e construindo comunidades e economias inclusivas, onde todos possam viver em paz com dignidade e oportunidades.”