Ataque mata Mohsen Fakhrizadeh, criador do programa nuclear do Irã

O físico iraniano e cientista de planejamento nuclear morreu em um atentado nesta sexta (27), em Teerã
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O governo do Irã confirmou nesta sexta (27) que Mohsen Fakhrizadeh, responsável pelo desenvolvimento do programa nuclear militar do país, foi morto.

Fakhrizadeh estava em um carro nos arredores de Teerã quando criminosos o atacaram com explosivos e metralhadoras. O pesquisador chegou a ser levado para um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos, disse a agência iraniana Fars.

A morte gerou comoção nas redes. Fakhrizadeh era professor de Física na Universidade Imam Hussein em Teerã e ex-chefe do Centro de Pesquisa em Física do Irã.

Ataque mata Mohsen Fakhrizadeh, criador do programa nuclear do Irã
O físico Mohsen Fakhrizadeh, responsável pela construção do programa nuclear iraniano (Foto: Reprodução/Fars)

Frequente no debate político, ele uma das cinco personalidades iranianas na lista das 500 pessoas mais poderosas do mundo da revista “Foreign Policy”.

Em abril de 2018, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu chamou a atenção para a figura influente de Fakhrizadeh no policiamento estratégico do Irã.

À época, a agência de espionagem de Tel Aviv, Mossad, havia roubado documentos do Irã sobre supostas atividades nucleares secretas. “Lembre-se desse nome, Fakhrizadeh”, disse Netanyahu.

Ataque mata Mohsen Fakhrizadeh, criador do programa nuclear do Irã
Carro em que o cientista e pesquisador iraniano Mohsen Fakhrizadeh estava antes de ser atacado nesta sexta (27) (Foto: Reprodução/Fars News Agency)

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, apesar de as autoridades iranianas atribuírem o assassinato a Israel.

“Esta covardia, com sérias indicações do papel israelense, mostra uma guerra desesperada dos perpetradores”, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif no Twitter. O governo israelense não se manifestou.

O Departamento de Estado dos EUA não se manifestou sobre o caso oficialmente, mas uma fonte afirmou à NPR que o assassinato levantou um alerta sobre uma possível reação do Irã na região.

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