Américas

EUA pleiteiam reinício de negociação a acordo de paz entre Cabul e Taleban

Em carta ao presidente afegão, secretário de Estado Blinken faz sugestões para adiantar acordo de paz

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, pediu em carta para o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, a aceleração do acordo de paz entre as autoridades afegãs e o Taleban antes da retirada das tropas norte-americanas, em maio.

No documento, ao qual a emissora afegã ToloNews teve acesso, Blinken sugere a convocação de uma conferência das Nações Unidas para impulsionar a discussão em prol de algum consenso.

Cabul e Taleban deram início às tratativas pela pacificação ainda em setembro de 2020. As divergências, porém, atrasaram a conciliação e instauraram uma onda de violência no país, marcado por conflitos há décadas.

EUA pleiteia reinício de negociação a acordo de paz entre Cabul e Taleban
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em julho de 2015 (Foto: Divulgação/Prachatai)

Blinken também enfatizou que os EUA “analisam todas as opções” em relação ao Afeganistão – inclusive o prazo de 1º de maio para a retirada total dos 2,5 mil soldados que seguem no país.

Na carta, o secretário expressa preocupação sobre a piora na segurança local e, por consequência, “um rápido ganho do território” pelo Taleban após a retirada das tropas dos EUA.

Ponto a ponto

Em tópicos, Washington sugere que a ONU (Organização das Nações Unidas) convoque uma reunião com os ministros das Relações Exteriores para discutir uma abordagem unificada de apoio à paz afegã.

A conversa envolveria Rússia, China, Paquistão, Irã, Índia e EUA. Outra proposta é que o enviado dos EUA em Cabul, Zalmay Khalilzad, compartilhe as propostas com Ghani e com os líderes do Taleban.

“Ao compartilhar esses documentos, não temos a intenção de ditar termos, mas de permitir que as partes avancem”, escreveu. A terceira colocação de Blinken envolve a Turquia: segundo o secretário dos EUA, Ancara deverá sediar uma reunião para finalizar o acordo de paz.

Por fim, o secretário de Estado norte-americano afirma que os EUA já prepararam uma proposta para 90 dias de redução da violência. “Todas as opções estão sobre a mesa”, disse o Departamento de Estado ao diário “The New York Times”.