Oriente Médio

Turquia captura terrorista de ‘alta periculosidade’ do Estado Islâmico

ONU alerta para reorganização do EI durante a pandemia, que aproveita a crise global para recrutar novos membros

A Turquia capturou na quinta-feira (18) um dos membros classificados com aviso vermelho do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, disse a emissora turca TRT World.

O homem, cuja identidade é mantida sob anonimato, é do Cazaquistão e tido como um dos “mais procurados”. Policiais o capturaram enquanto tentava cruzar a fronteira da Síria e Turquia na província de Kilis.

Só em 2020, as autoridades da Turquia detiveram mais de 2,3 mil suspeitos ligados ao Daesh, denominação em árabe considerada pejorativa pelo grupo.

Com eles foram apreendidos documentos, armas e munições. Ao menos 333 estão presos e uma parcela foi deportada.

Turquia captura terrorista do Estado Islâmico de alta periculosidade
Momento da prisão do membro do Estado Islâmico na cidade de Kilis, em 18 de fevereiro de 2021 (Foto: Reprodução/Anadolu Agency)

Apesar das operações de neutralização dos criminosos, contudo, autoridades alertam que a pandemia impulsionou a organização do EI no Oriente Médio e na África.

Conforme relatório do (Escritório de Contraterrorismo das Nações Unidas), apesar de não ter sido proposital, o Daesh conseguiu reagrupar e realizar novas atividades desde o fechamento das fronteiras.

O risco é maior no Iraque e na Síria, onde o grupo manteve a capacidade de mover e conduzir novos atos terroristas. Além disso, as crises econômica e social deixadas pela Covid-19 criam um “terreno fértil” para o recrutamento de novos integrantes.

A estimativa é que cerca de 10 mil combatentes estejam mobilizados em áreas remotaos no Iraque. “Eles estão em busca de uma insurgência prolongada, o que representa uma grande ameaça global no longo prazo”, disse o chefe da pasta da ONU (Organização das Nações Unidas), Vladimir Voronkov.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.