Ataques terroristas e crimes de ódio contra muçulmanos registrados nos últimos anos em diferentes países voltaram a acender o debate internacional sobre islamofobia, extremismo de extrema direita e segurança das comunidades islâmicas. As informações são da Anadolu.
O tema ganhou novo destaque após o ataque ocorrido nesta semana no Centro Islâmico de San Diego, nos Estados Unidos, onde três pessoas morreram, incluindo um segurança. Segundo autoridades locais, dois suspeitos morreram após sofrerem ferimentos de bala autoinfligidos.
O caso se soma a uma série de atentados e ataques violentos registrados na última década em países como Canadá, Reino Unido, Noruega e Nova Zelândia.

Um dos episódios mais marcantes ocorreu em março de 2019, em Christchurch, na Nova Zelândia, quando um atirador supremacista branco invadiu duas mesquitas durante as orações de sexta-feira e matou 51 pessoas. Parte do massacre foi transmitida ao vivo pela internet. O autor do ataque, Brenton Tarrant, foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
No Canadá, outro caso de grande repercussão aconteceu em 2021, em Ontário, quando quatro integrantes de uma família muçulmana morreram atropelados por um homem que lançou uma caminhonete contra eles durante uma caminhada noturna. A Justiça classificou o crime como terrorismo motivado por ideologia nacionalista branca.
Já no Reino Unido, em 2017, um homem dirigiu uma van contra fiéis próximos à mesquita de Finsbury Park, em Londres, matando uma pessoa e deixando vários feridos após as orações do Ramadã.
Especialistas e organizações internacionais de direitos humanos alertam que o crescimento da islamofobia tem sido impulsionado por discursos extremistas, radicalização online e disseminação de teorias conspiratórias ligadas ao supremacismo branco.
Na Noruega, em 2019, um homem armado atacou o Centro Islâmico Al-Noor, próximo a Oslo. Segundo investigadores, ele havia sido influenciado pelos ataques de Christchurch e por ideologias extremistas de extrema direita.
Outro caso de forte repercussão ocorreu em 2015, nos Estados Unidos, quando três estudantes universitários muçulmanos foram mortos a tiros em Chapel Hill, na Carolina do Norte. Embora o autor tenha alegado desentendimentos pessoais, familiares das vítimas e promotores apontaram motivação ligada à intolerância religiosa.