G7 pede mais proteção para crianças na internet e cobra plataformas por ambientes digitais seguros

Declaração assinada pelos líderes do grupo e apoiada por países como Brasil e Índia defende verificação de idade, proteção à privacidade e medidas contra conteúdos nocivos para menores

Os líderes do G7 divulgaram uma declaração conjunta defendendo a criação de ambientes digitais mais seguros para crianças e adolescentes. O documento, publicado ao final da cúpula do grupo na França, estabelece diretrizes para governos, empresas de tecnologia e plataformas digitais ampliarem a proteção de menores de idade no ambiente online. As informações são da Anadolu.

Além dos integrantes do G7, a iniciativa recebeu apoio de países como Brasil, Índia, Egito, Quênia e Coreia do Sul.

Segundo o comunicado, crianças e jovens devem ter acesso a experiências digitais que contribuam para o desenvolvimento, a educação e o bem-estar, sem exposição a riscos que possam comprometer sua saúde física ou mental.

(Foto: WikiCommons)

O texto destaca que os provedores de serviços digitais têm responsabilidade na construção de plataformas seguras desde a fase de desenvolvimento. Entre as medidas defendidas estão sistemas de proteção adequados à idade dos usuários, configurações de segurança ativadas por padrão e ferramentas que permitam maior controle parental.

Preocupação com redes sociais e algoritmos

Os líderes também chamaram atenção para os sistemas de recomendação utilizados por redes sociais e outras plataformas digitais. Segundo a declaração, esses mecanismos devem priorizar conteúdos apropriados para cada faixa etária e reduzir a exposição de crianças e adolescentes a materiais potencialmente prejudiciais.

O grupo alertou ainda para os riscos relacionados ao acesso de menores a conteúdos ilegais, violentos ou inadequados, além dos impactos que o uso excessivo de plataformas digitais pode causar à saúde mental.

IA entra no debate

Outro ponto abordado pelo G7 é o avanço da inteligência artificial conversacional. O documento afirma que ferramentas baseadas em IA podem apresentar desafios para a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, reforçando a necessidade de desenvolver habilidades de pensamento crítico e educação digital.

A declaração também apoia iniciativas voltadas à identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial e à diferenciação entre materiais autênticos e sintéticos.

Combate a crimes online

Os líderes reafirmaram o compromisso de combater conteúdos criminosos na internet, incluindo material de abuso sexual infantil, imagens deepfake não consensuais, extremismo violento e conteúdo terrorista.

O grupo pediu que plataformas digitais reforcem mecanismos de segurança e ampliem a cooperação com autoridades responsáveis pela aplicação da lei.

Além disso, a declaração incentiva a troca de informações entre pesquisadores, educadores, governos e empresas de tecnologia para aprofundar o conhecimento sobre os impactos das plataformas digitais e da inteligência artificial no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

A iniciativa ocorre em meio ao aumento da pressão internacional por regulamentações mais rígidas para redes sociais, aplicativos e ferramentas de inteligência artificial, especialmente quando envolvem usuários menores de idade.

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