Décadas após ciclone, manguezais se recuperam em Moçambique

Projeto tenta recuperar área devastada em 2000, quando o ciclone Eline dizimou quase 60% da vegetação local
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Há 20 anos, o ciclone Eline, o mais longo já registrado no Oceano Índico, atingia a cidade de Xai-xai, em Moçambique. A força da natureza devastou a comunidade de Mahielene, no estuário do rio Limpopo, a 225 km da capital Maputo.

O Eline dizimou campos, casas e quase 60% dos manguezais em volta do rio Limpopo, prejudicando o sustento dos moradores da região. A devastação também prejudicou a proteção contra inundações e erosão costeira.

A comunidade, o governo de Moçambique e outros parceiros, como o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), lançaram uma campanha para restaurar as árvores essenciais à vida do rio. Após a iniciativa, o local conta com 120 hectares de plantas de manguezais.

Décadas após ciclone, manguezais estão em recuperação em Moçambique
Muda de plantas (Foto: GRID-Arendal/Rob Barnes)

O projeto combina técnicas tradicionais de plantio com um método hidrológico único. Canais são cavados para permitir que a água do mar flua em direção aos manguezais, alimentando as árvores já existentes e permitindo o crescimento das mudas.

Ainda há um longo caminho a percorrer: mais de 400 hectares precisam ser recuperados para alcançar a área de antes da passagem do ciclone Eline.

No entanto, a comunidade conhece os resultados de esforços anteriores de restauração dos manguezais, o que pode beneficiar o comprometimento com a iniciativa atual.

O projeto também tem ajudado a atrair pessoas de volta a Xai-xai, no sul do país, após muitos migrarem para outras regiões em busca de trabalho.

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