África

Dois ministros do novo governo do Burundi estão sob sanções dos EUA

Sob dois nomes pesam acusação de violação de direitos humanos e repressão violenta de protestos em 2015

Entre os 15 ministros do gabinete do novo presidente do Burundi, Evariste Ndayishimiye, dois estão sob sanções dos Estados Unidos e da União Europeia por violações aos direitos humanos ao suprimir de forma violenta protestos de rua no país em 2015.

Segundo a Reuters, entre os nomes do corpo ministerial estão Alain Guillaume Bunyoni e Gervais Ndirakobuca. Ambos estão sob sanções do governo norte-americano.

Mãe e filho em Cibitoke, no Burundi (Foto: Martine Perret/UN Photo)

Sob os dois ministros pesam acusações de abuso na repressão dos protestos populares de 2015 no Burundi. Na época, a população foi às ruas contra a manobra constitucional que permitiria ao ex-presidente Pierre Nkurunziza concorrer a um terceiro mandato.

Bunyoni exercia em 2015 o cargo de ministro da Segurança e um dos mais antigos aliados do ex-presidente. Para suprimir dissidências, as forças de segurança do país tinham como práticas comuns torturas, mortes e estupros coletivos de opositores.

A relação com a ONU (Organização das Nações Unidas) é conturbada. Na época dos protestos, a entidade denunciou as violações, fechou seu escritório de direitos humanos na capital, Gitega.

Neste ano, o alvo foi a OMS (Organização Mundial da Saúde), cujos observadores foram expulsos após criticar o negacionismo do governo frente à pandemia.

Nkurunziza morreu no início do mês, o que antecipou a posse de Evariste Ndayishimiye. O governo afirmou que a morte foi causada por um ataque cardíaco, mas houve especulação de que o motivo foi o novo coronavírus.

Onde fica o Burundi (Foto: Reprodução/Google Maps)