Explosão de mina terrestre mata 15 passageiros de ônibus na Somália

Artefato explodiu ao ser atropelado pelo ônibus na região sul da Somália; governo atribuiu mina ao Al-Shabaab
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A explosão de uma mina terrestre matou 15 passageiros de um ônibus nesta quarta (14), em uma rodovia da região de Shabelle, ao sul da Somália. O governo acusou o grupo terrorista Al-Shabaab de implantar o artefato no local.

O veículos saiu de Jowhar e ia a caminho da capital Mogadíscio quando explodiu no distrito de Balad. Há registro de quatro feridos, disse o porta-voz Mohamed Ibrahim Moalimu à agência turca Anadolu. O grupo terrorista não assumiu ter implantado a mina no local, confirmou o jornal saudita “Arab News”.

Dominante na Somália, o Al-Shabaab tem ligação com a Al-Qaeda e empreendeu diversos atentados aos soldados em missão de paz na região sul do país. No início do mês, mais de 70 militantes do grupo foram mortos após uma tentativa de emboscada às tropas aliadas em Qasahdhere.

Explosão de mina terrestre mata 15 passageiros de ônibus na Somália
Suspeitos de integrar Al-Shabaab aguardam para ser interrogados pelas tropas da Missão de Paz na Somália, em maio de 2014 (Foto: União Africana/Tobin Jones)

Em apenas 2019, cerca de 2,2 mil pessoas morreram em explosões de minas terrestres e mais de 5,5 mil ficaram feridas. Os homens são mais de 80% das vítimas, apontam estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas).

Além da explosão, a já frágil segurança na Somália se deteriorou desde os ataques que causaram o adiamento das eleições do país, previstas para 24 de janeiro. Na sequência, o vácuo de poder impulsionou os ataques do grupo, vinculado à Al-Qaeda e ativo há pelo menos 16 anos.

Os extremistas controlam áreas ao sul do país, onde é comum que soldados de paz da União Africana morram em emboscadas e bombardeios. Dados apontam que o Al-Shabaab esteve em 440 episódios violentos no país entre julho e setembro – o maior número desde 2018.

Sem as tropas norte-americanas, restam o Catar e a Turquia como aliados estrangeiros. A nação do Golfo Pérsico oferece dinheiro e ajuda humanitária, enquanto a Turquia treina cerca de 10 mil soldados.


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