Exército da Somália mata 76 militantes do Al-Shabaab após tentativa de ataque

Extremistas foram mortos ao atacar bases militares na região sudoeste do país africano, que vive longa onda de violência
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Uma tentativa de ataque do Al-Shabaab terminou com 76 militantes mortos no sábado (3), na Somália. O exército respondeu à violência do grupo terrorista, filiado à Al-Qaeda, e capturou outros dez combatentes na região sudoeste do país africano, segundo informações da agência de notícias turca Anadolu.

Militantes investiram contra as bases militares de Bariire e Awdhigle, na região do Baixo Shabelle, no início da manhã com veículos carregados de explosivos. Antes de serem derrotados, os extremistas mataram diversos soldados e um oficial do Exército somali. Os nomes não foram divulgados.

Pouco antes, o Al-Shabaab teria disparado explosivos contra as aldeias vizinhas de Sabiid e Anole e detonado carros-bombas em Lafoole. O grupo também diz ter capturado veículos militares e matado 47 soldados no ataque à base de Bariire.

O distrito fica a 73 quilômetros da capital somali, Mogadíscio, onde cinco menores morreram em um atentado suicida também no sábado. As vítimas são quatro jovens e uma criança que estavam em um salão de chá, disse a polícia. Outros quatro menores ficaram feridos, noticiou a emissora francesa RFI.

Exército da Somália mata 76 militantes do Al-Shabaab após tentativa de ataque
Soldados do Exército da Somália celebram o resgate de grupo sequestrado pelo Al-Shabaab em maio de 2014 (Foto: Amison/Ramadan Mohamed)

Segurança frágil

A já frágil segurança na Somália se deteriorou desde os ataques que causaram o adiamento das eleições do país, previstas para 24 de janeiro. Na sequência, o vácuo de poder impulsionou ataques do grupo, vinculado à Al-Qaeda e ativo há pelo menos 16 anos.

Os extremistas controlam áreas no sul do país, onde é comum que soldados de paz da UA (União Africana) morram em emboscadas e bombardeios. Dados apontam que o Al-Shabaab esteve em 440 episódios violentos no país entre julho e setembro – o maior número desde 2018.

Sem as tropas norte-americanas, restam o Catar e a Turquia como aliados estrangeiros. A nação do Golfo Pérsico oferece dinheiro e ajuda humanitária, enquanto a Turquia treina cerca de 10 mil soldados.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.

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