França e países do Sahel discutem estratégia para campanha anti-jihad

Formado por cinco países africanos, a região sofre há anos com os efeitos de conflitos armados entre extremistas
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Os líderes dos cinco países do Sahel, região africana que limita o Saara do restante do continente, prometeram mudança de tática contra a insurgência jihad, após reunião nesta terça (30) com o presidente da França, Emmanuel Macron.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, também esteve presente na cúpula em Nouakchott, capital da Mauritânia.

O Sahel é formado por Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger. Há anos a região sofre com o conflito armado, que deixou milhares de pessoas reféns da violência e de deslocamentos forçados.

Segundo a agência AFP, Macron afirmou que a reunião trouxe “resultados espetaculares” e que os líderes confiam na vitória contra os insurgentes.

Famílias são forçadas a deixar suas casar e viver em campos de refugiados por causa de conflitos (Foto: Harandane Dicko/ACNUR)

A França destacou mais 500 soldados para sua tropa no Sahel, aumentando o número de militares para 5,1 mil. A coalizão deve se concentrar na tríplice fronteira entre Burkina Faso, Níger e Mali, tradicional polo de atividades jihadistas.

O presidente mauritânio e anfitrião da cúpula, Mohamed Ould Cheikh El Ghazouani, foi mais cauteloso. O general afirmou ver “progresso significativo”, porém “insuficiente diante dos crescentes desafios” enfrentados pelos países.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, os ataques persistentes, a deterioração da situação de segurança na Líbia e a pandemia do novo coronavírus continuam ameaçando a região.

Avanços recentes

No último dia 5, forças francesas no norte do Mali mataram, com ajuda de um drone, Abdelmalek Drokdel, chefe da Al-Qaeda no Magreb Islâmico. Durante todo este ano, jihadistas ligados ao Estado Islâmico e a Al-Qaeda se enfrentaram no Mali e em Burkina Faso.

A ação dos insurgentes começou em 2012, em Mali, durante uma rebelião de separatistas tuaregues que foi tomada pelos jihadistas. Apesar das tentativas de conter os extremistas, o conflito se espalhou pelos países vizinhos, gerando rixas entre grupos étnicos.

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