ONU: Aliados buscam solução rápida para nova onda de violência na Somália

Confrontos armados levaram secretário-geral a pedir diálogo; comunidade internacional expressa alarme
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Este conteúdo foi publicado originalmente no portal ONU News, da Organização das Nações Unidas

As Nações Unidas reforçam apelos internacionais e uma solução pelo fim da nova onda de violência na Somália. No fim de semana, houve um ressurgimento dos combates em Mogadíscio, capital do país. 

Ainda não se sabe sobre as vítimas de confrontos envolvendo armas pesadas e morteiros usados perto do Palácio Presidencial, no domingo. Agências de notícias informaram que o motivo foi a prorrogação por dois anos do mandato de Mohamed Abdullahi Farmajo, que terminou oficialmente em fevereiro.  

Os confrontos, inicialmente localizados, se espalharam para outras partes da cidade. Ex-senhores da guerra e líderes de clãs também teriam participado nas tensões entre forças pró-governo e unidades militares que apoiam a oposição. 

ONU: Aliados buscam solução rápida para nova onda de violência na Somália
Oficial da Uganda em missão na capital da Somália, Mogadíscio, em agosto de 2012 (Foto: União Africana/Stuart Price)

A reação ocorre após o secretário-geral da ONU expressar “profunda preocupação” com a situação. António Guterres voltou a apelar às partes envolvidas que se abstenham da violência e resolvam as diferenças através do diálogo e do compromisso. 

Ele pediu a retoma imediata das negociações e que as partes interessadas cheguem a um acordo tendo como base “o Modelo Eleitoral definido em setembro e propostas de Baidoa.” 

Na mesma linha, os parceiros internacionais relembram ter advertido que “a extensão de mandatos levaria a uma crise política e prejudicaria a paz, a estabilidade e a segurança na Somália”.  

População  

O comunicado apela que após a violência os envolvidos exerçam máxima contenção, retomem o diálogo para encontrar uma solução a fim de evitar ações unilaterais que levem a uma nova escalada de violência na Somália.

Um dos motivos de alarme é “especialmente a fragmentação emergente do Exército Nacional Somali ao longo de linhas de clã”. O grupo considera essa medida inaceitável por diminuir a tarefa principal de combater o movimento terrorista Al-Shabab e proteger a população somali.  

Os parceiros internacionais elogiam o Conselho de Paz e Segurança da União Africana pela nomeação de um enviado especial, e pedem que o “representante de alto nível chegue a Mogadíscio e comece a trabalhar o mais rápido possível”.  

O grupo continuará com os esforços reafirmando o respeito à soberania, unidade, integridade territorial e independência da Somália. Além da ONU, entidades que fazem o apelo incluem a Missão da União Africana na Somália, a União Europeia e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento. 

O comunicado é assinado por Bélgica, Canadá, Dinamarca, Djibouti, Egito, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Japão, Holanda, Noruega, Espanha, Sudão, Suécia, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos. 

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