ONU: Milhares fogem de violência pós-eleitoral na República Centro-Africana

Acnur alerta que mais de 30 mil pessoas tiveram de fugir para países vizinhos desde a eleição de 27 de dezembro
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Este conteúdo foi publicado originalmente na agência ONU News, da Organização das Nações Unidas

Uma onda de violência após as eleições presidenciais na República Centro-Africana, em 27 de dezembro, está forçando dezenas de milhares de pessoas a fugirem de suas casas. A situação é preocupante, alertou a Acnur (Agência das Nações Unidas para Refugiados).

Pelo menos 30 mil centro-africanos já cruzaram a fronteira com os vizinhos Chade, Camarões, Congo e República Democrática do Congo para escapar dos confrontos e ataques. Outras dezenas de milhares se tornaram deslocados internos. 

A votação deu vitória ao atual presidente centro-africano, Faustin Archange Touadéra. Conforme a Acnur, pelo menos 185 mil pessoas fugiram, como medida de precaução, para florestas e matagais.

As saídas teriam começado em 15 de dezembro, duas semanas antes das eleições presidenciais. Deste total, 112 mil voltaram à casa, enquanto o resto continua deslocado.

ONU: Milhares fogem de violência pós-eleitoral na República Centro-Africana
Deslocados internos da República Centro-Africana em 2014 (Foto: Acnur)

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O Acnur disse estar preocupado com relatos de violações dos direitos humanos dentro da República Centro-Africana. A agência pediu aos governos dos países vizinhos que continuem dando acesso e asilo aos refugiados.

A maioria das chegadas está sendo acomodada em abrigos improvisados. Os centro-africanos estão precisando de água, saneamento e serviços de saúde para prevenir a Covid-19 e outras doenças.

A agência da ONU está cooperando com parceiros e as autoridades locais para apoiar os mais carentes. No Chade, por exemplo, as parcerias com o Programa Mundial de Alimentos e outras entidades ajudaram a construir clínicas móveis para atender os refugiados.

Quase 25% da população da República Centro-Africana ou 4,7 milhões estão deslocados desde o final de 2020 incluindo 630 mil refugiados em países vizinhos e a mesma quantidade dentro da nação africana.

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