República Democrática do Congo encerra último surto do Ebola, diz OMS

Doença matou 55 pessoas no país desde junho; para especialistas, experiência auxilia combate à Covid-19
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A República Democrática do Congo encerrou o último surto do Ebola após cinco meses de políticas de combate ao vírus, anunciou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta quarta (18).

Desde junho, a doença viral causou 55 mortes no país da África Central, de 84 milhões de habitantes. O combate efetivo só foi possível com ajuda da aplicação da vacina em mais de 40 mil pessoas.

O acesso, no entanto, foi o grande desafio da OMS na ofensiva contra a propagação do vírus. Na República Democrática do Congo, o alcance a muitas comunidades só ocorria por barco ou helicóptero.

República Democrática do Congo encerra último surto do Ebola, diz OMS
Enfermeiro que sobreviveu ao Ebola conforta menino que sofre com os sintomas da doença no centro de tratamento de Butembo, na República Democrática do Congo, em setembro de 2019 (Foto: Unicef/Thomas Nybo)

Assim como deve ser a vacina contra a Covid-19, as doses precisam ser conservadas em temperaturas baixíssimas. Este fator dificultava a abrangência devido às longas distâncias a locais remotos do país da África Central.

“Superar um dos patógenos mais perigosos do mundo em comunidades remotas demonstra o que é possível quando a ciência e a solidariedade andam juntas”, disse a diretora regional da OMS na África, Matshidiso Moeti.

Experiência para o futuro

Agora, a expectativa é que o aprendizado no combate ao Ebola também seja útil ao combate da Covid-19 na África.

Boa parte das missões da ONU (Organização das Nações Unidas) no continente possuem freezers especiais para o armazenamento das doses imunizatórias. Os equipamentos funcionam mesmo sem eletricidade por até uma semana.

O vírus veio à tona pela primeira vez em 1976 e é considerado o maior surto que já atingiu a África. O último grande surto ocorreu entre 2013 e 2016 e atingiu países como Serra Leoa, Guiné e Libéria. Houve casos também na Nigéria, em Camarões e no Mali.

Autoridades estimam que a pandemia do novo coronavírus causou menos impactos sanitários ao continente africano por conta da experiência da população na contenção e prevenção da doença hemorrágica causada pelo Ebola.

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