Para Beijing, EUA ‘incita confronto’ no Mar da China Meridional

Declaração ocorre após EUA afirmarem serem ilegais as reivindicações de Pequim por recursos na região
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A China acusa as autoridades norte-americanas de “incitar confronto” no Mar da China Meridional, “sob o pretexto de preservar a estabilidade”.

A declaração acontece após o Departamento de Estado dos EUA afirmar nesta segunda (13) que as reivindicações de Pequim por recursos na região são ilegais, assim como a “campanha de intimidação para controlá-los”.

As autoridades norte-americanas defendem que o Mar da China Meridional deve ser uma região livre e aberta. Para os EUA, os países da região podem ser coagidos a ceder às demandas territoriais de Beijing.

EUA tentam incitar confronto no Mar da China Meridional, diz Beijing
Navio norte-americano durante exercício no Mar da China Meridional, no dia 6 de julho de 2020 (Foto: Marinha dos EUA/Flickr)

“Os Estados Unidos não são um país diretamente envolvido na disputa. No entanto, continuam interferindo na questão”, destaca um comunicado divulgado nesta terça (14) no site da embaixada chinesa nos Estados Unidos.

Os chineses negam intimidação e afirmam haver diálogo entre Beijing e os países envolvidos. A Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) estaria ainda adiantando a consulta sobre um Código de Conduta no Mar da China Meridional.

Há anos a China vem investindo em maior influência na região. O país vem reclamando a posse de pequenas ilhas em águas internacionais, demandadas também por países como Vietnã, Malásia e Filipinas.

Nos últimos anos, passou também a construir ilhas artificiais e tem colocado forças de sua guarda costeira nessas localidades remotas.

Aumento nas tensões

Na semana passada, houve um aumento nas tensões entre os dois países, após os EUA enviarem dois porta-aviões à região. Pela primeira vez em seis anos, foram realizados exercícios navais.

A ação foi uma resposta norte-americana à decisão da China de realizar exercícios militares próximos às Ilhas Paracel. O pequeno arquipélago fica no meio do caminho entre Vietnã e Filipinas.

Toda a região é alvo de uma série de disputas territoriais, já que as ilhas são consideradas estratégicas do ponto de vista militar.

“A realização de exercícios militares sobre território disputado é contraproducente para os esforços de aliviar as tensões e manter a estabilidade”, declarou o governo norte-americano sobre as ações chinesas ocorridas entre 1º e 5 de julho.

À época, a China também apontou a pretensão dos EUA em criar “uma fissura entre os países regionais”. A declaração é do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian.

Para Lijian, a região é estável e os EUA têm “segundas intenções” ao enviar forças militares “propositadamente” para atividades de larga escala.

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