Sem comícios, Uganda marca eleição presidencial para o início de 2021

Oposição se queixa de problemas para fazer campanha na televisão; atual presidente governa o país desde 1986
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Uganda, na região central da África, anunciou nesta terça (16) que fará eleições presidenciais entre 10 de janeiro e 8 de fevereiro de 2021. Não será permitido fazer comícios, por conta do novo coronavírus.

As autoridades eleitorais pedem aos candidatos que invistam em plataformas de mídia durante a campanha, segundo a Reuters.

O problema, diz a oposição, é que seria quase impossível participar de programas de televisão sobretudo nas áreas rurais do país. Sem os comícios, os candidatos teriam desvantagem.

O motivo seria a proibição informal, por parte das agências de segurança locais, de que os opositores apareçam nos programas sobre política.

Sem comícios, Uganda marca eleição presidencial para o início de 2021
Mercado em Kampala, capital de Uganda (Foto: Pexels

Uganda é governada desde 1986 pelo ex-guerrilheiro rebelde Yoweri Museveni. O presidente ainda não confirmou se concorrerá no pleito de 2021.

O partido governista, Movimento de Resistência Nacional, já se movimenta para que Museveni seja candidato. A oposição seria representada por Robert Kyagulanyi, conhecido como Bobi Wine, sensação por suas músicas de protesto político.

De acordo com a Comissão Eleitoral de Uganda, os candidatos a presidente devem ser definidos até 3 de novembro deste ano. A campanha acontece entre 10 e novembro e 8 de janeiro de 2021.

Também haverá um pleito que elegerá membros do Parlamento e do Executivo regional. A data ainda não foi definida.

Uganda acaba de iniciar o processo de reabertura da economia após restrições de contenção do novo coronavírus. O país não registrou mortes e teve menos de mil casos, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

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