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Extremista presa em Toronto tem liberdade negada após nova ameaça

De origem síria, Rehab Dughmosh ameaçou conduzir uma nova ação terrorista se conseguisse liberdade condicional

A síria Rehab Dughmosh, 34, foi presa em 2019 por um ataque inspirado no Estado Islâmico em uma loja de Toronto, no Canadá. Agora, ameaçou conduzir uma nova ação quando for libertada e permanecerá na cadeia, segundo informações da Global News.

Cidadã canadense, Dughmosh teria feito as ameaças a um oficial. Após o episódio, o Conselho de Liberdade Condicional do Canadá optou por manter reclusa a mulher, condenada a sete anos de prisão em 2019.

Dughmosh também teria feito ameaças de matar e mutilar outros presos por supostos conflitos ideológicos, além de incendiar a cela em que está presa.

Uma avaliação de risco psicológico feita em junho observou “preocupações contínuas”, incluindo “buscar martírio” e “ter desejo de vingança”. Dughmosh acumulou acusações de desobediência a regras, brigas, agressões e ameaças.

A juíza responsável pelo caso da mulher síria apontou que a doença mental de Dughmosh, provavelmente relacionada à esquizofrenia, desempenhou papel fundamental em suas ações.

Mulher presa em ataque em Toronto tem liberdade negada após nova ameaça
Vista de Toronto, no Canadá, onde ocorreu o ataque (Foto: Arild Vågen/Wikimedia Commons)

Viagem à Síria

Antes do ataque, Dughmosh deixou Toronto com destino à Síria para se juntar ao Estado Islâmico. O irmão dela alertou as autoridades e a mulher foi barrada no aeroporto de Istambul, na Turquia.

De volta ao Canadá, a síria afirmou estar indo apenas visitar familiares. A polícia decidiu não fazer uma acusação formal e encerrou o processo contra ela. Um ano depois, ela conduziu o ataque, em que ninguém ficou gravemente ferido.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.