Na Colômbia, julgamento de Álvaro Uribe sai da Suprema Corte após renúncia

Tribunal superior alegou que Uribe não é mais parlamentar; iniciativa levantou suspeitas de conluio com promotor
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A Suprema Corte da Colômbia já não é mais a responsável pelo julgamento do ex-presidente Álvaro Uribe, em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, informou a Associated Press.

No dia 1º, o mais alto tribunal do país anunciou que deixa a jurisdição do caso após a renúncia de Uribe ao cargo de senador.

O ex-presidente deixou o Senado duas semanas após sua condenação, no último dia 18. Agora, o processo será transferido para o gabinete do promotor-chefe.

Suprema Corte deixa julgamento de Álvaro Uribe e caso vai a promotor-chefe
O ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, discursa em fevereiro de 2017, local não documentado (Foto: Flickr/Centro Democrático)

Com a mudança, a defesa do ex-presidente pediu sua liberdade imediata. A Justiça colombiana indeferiu o pedido.

A investigação contra o ex-presidente colombiano envolve um esquema de manipulação de testemunhas, suborno e formação paramilitar. Ele nega todas as acusações.

A decisão unânime da Suprema Corte, no entanto, levantou suspeitas. Por lei, o tribunal deve julgar qualquer investigação envolvendo parlamentares eleitos.

Em comunicado, a corte afirma que a investigação não possui qualquer relação com o mandato de Uribe como congressista. Antes do Senado, o político governou a Colômbia entre 2002 e 2010.

Não está claro se o processo seguirá do mesmo ponto de onde parou na Suprema Corte, concedendo à defesa do ex-presidente mais tempo para trabalhar no caso. Também há questionamento sobre a relação entre Uribe e o promotor, já que há suspeita de proximidade entre os dois.

O opositor Iván Cepeda, cujas acusações deram início ao processo, pediu a retirada do atual promotor do caso. “É evidente que há um relacionamento entre os três”, defendeu Cepeda à rádio colombiana BLU, referindo-se ao atual presidente colombiano, Iván Duque, herdeiro político do uribismo.

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