Na Colômbia, ex-presidente Uribe tem prisão domiciliar decretada; entenda

O político colombiano foi acusado de subornar testemunhas para desvinculá-lo de ligações com grupos paramilitares
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A prisão do ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe, decretada no dia 4, foi um movimento inédito no país. Uribe foi condenado a prisão domiciliar pela Corte Suprema por “possíveis riscos de obstrução da justiça”.

Um dos mais populares políticos colombianos, Uribe governou o país entre 2002 e 2010. Ele é investigado desde 2018 por um esquema de manipulação de testemunhas e suborno, ocorrido em 2012.

A pena por suborno e fraude processual pode chegar a oito anos de prisão. O julgamento ainda não aconteceu.

Em 2014, o senador progressista, Iván Cepeda, acusou Uribe de ter envolvimento com grupos paramilitares de ultradireita.

Na Colômbia, ex-presidente Uribe tem prisão domiciliar decretada; entenda
Uribe em Nova Iorque, em imagem de 2007 (Foto: UN Photo/Mark Garten)

Em “caçada” às guerrilhas de esquerda das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), milhares de civis teriam sido mortos pelo grupo.

Depoimentos de ex-paramilitares foram utilizados para sustentar a acusação, contestada pela defesa do ex-presidente.

Porém, um dos paramilitares que depôs em benefício de Uribe, Juan Guillermo Monsalve, mudou o discurso de repente. Pouco tempo depois, ele admitiu tê-lo feito sob suborno.

A mudança, como se descobriu depois, foi motivada por dinheiro prometido pelo advogado de Uribe, Diego Cadena, que também teve prisão decretada.

Direita pede ‘reforma’

De acordo com o El País, o atual presidente, Iván Duque, encabeça a pressão por mudanças no Judiciário para que Uribe, seu padrinho político, responda em liberdade.

Duque ainda afirmou que Uribe e sua família são “vítimas de todo tipo de ataques e difamações” ao longo da trajetória política.

O atual chefe do Executivo foi eleito há dois anos pelo Centro Democrático, mesmo partido conservador do ex-presidente.

Além das manifestações do atual presidente, uma carta de defesa ao ex-presidente foi assinada por vários ex-colaboradores e funcionários da alta Administração.

Nomes como o embaixador nos EUA, Francisco Santos, o ministro da Fazenda, Alberto Carrasquilla, e o responsável pelo combate à pandemia, Luis Guillermo Plata, também têm assinaram o documento.

Mesmo com pressões indiretas da direita uribista nos últimos dias, a oposição contesta essa proposta de “reforma”.

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