Nicarágua é alvo de denúncia no Conselho de Direitos Humanos da ONU

A alta comissária Michelle Bachelet relatou perseguição a opositores e médicos demitidos por criticar governo
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A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a chilena Michelle Bachelet, denunciou violações na Nicarágua, país centro-americano cujo presidente, Daniel Ortega, tem perseguido a oposição.

A declaração aconteceu na reunião desta quinta (2) do Conselho de Direitos Humanos. A atual sessão acontece até julho.

Nicarágua é alvo de denúncia no Conselho de Direitos Humanos da ONU
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em foto de 2012 (Foto: Chancelaria do Equador)

Há perseguição sistemática de opositores no regime de Ortega, incluindo jornalistas, líderes comunitários e defensores dos direitos humanos. O Alto Comissariado registrou, segundo Bachelet, 43 queixas apenas nos últimos dois meses.

“Entre elas, buscas em residências sem um mandado, prisões arbitrárias e detenções, ameaças, assédio e intimidação por policiais e elementos pró-governo percebidos como oponentes”, disse.

Ortega também tem cassado registros de organizações populares não alinhadas ao regime. A impunidade é grande no país e abre caminho para novas e mais graves violações, segundo a alta comissária.

Bachelet também criticou a falta de transparência do país nas medidas de contenção do novo coronavírus. “Até o momento, recebemos relatos de ao menos 16 médicos demitidos sem respeito aos procedimentos legais, por criticar a resposta do Estado à pandemia.”

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) desta quinta (2), a Nicarágua conta 2,1 mil casos e 83 mortes.

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