Após reclamações de barulho, China e Tailândia mudam local de exercício militar

Quinta edição do "Falcon Strike" tem gerado reclamações na vizinhança. Em 2023, ele deverá ser realocado do local atual, que serviu como base aérea dos EUA durante a Guerra do Vietnã

Poluição sonora. Por esse motivo, um exercício conjunto entre as forças aéreas de China e Tailândia irá trocar de endereço em 2023. Conhecido como “Falcon Strike”, o treinamento dará adeus a uma base aérea usada pelos EUA durante a Guerra do Vietnã depois de reclamações da vizinhança com o barulho dos jatos. As informações são da rede Radio Free Asia.

Após registrar inúmeras queixas de moradores, a prefeitura da cidade tailandesa de Udon Thani, onde os exercícios tiveram início no último domingo (14) e devem seguir até a próxima quarta-feira (24), intercedeu. Assim, o Falcon Strike foi paralisado nesta quinta (18). A retomada ocorrerá na sexta (19).

Diante da insatisfação popular, a partir do ano que vem a tranquilidade da região não será interrompida pelos caças tailandeses e chineses, segundo uma fonte.

Caças J-10 na Exposição Internacional de Aviação e Aeroespacial da China, 2018 (Foto: WikiCommons)

“O exercício conjunto será realizado na base aérea de Nam Pong, província de Khon Khaen, pelos próximos dois anos”, disse um oficial da Força Aérea local sob condição de anonimato.

No total, 18 aeronaves participam do treino sino-tailandês duas vezes ao dia. “Estão fazendo muito barulho”, afirmou a fonte.

Neste ano, a força aérea chinesa enviou pela primeira vez seus caças-bombardeiros JH-7A. Já a Tailândia colocou cinco caças multifuncionais Saab JAS 39 Gripen, três aeronaves de ataque Alpha Jet e um Saab 340 AEW&C.

De acordo com o Ministério da Defesa da China, o exercício inclui “cursos de treinamento como apoio aéreo, ataques a alvos terrestres e implantação de tropas em pequena e grande escala”.

Os treinamentos na Tailândia ocorrem paralelamente ao esvaziamento dos exercícios militares ao redor de Taiwan, que tiveram até testes reais de mísseis e ocorreram após a visita à ilha da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, que despertou a ira de Beijing e ampliou o estresse geopolítico.

Os exercícios conjuntos ocorrem desde 2015, mas nos últimos dois anos estavam suspensos por conta da pandemia de Covid-19.

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