Coronavírus

OMS garante segurança e eficácia da vacina contra Covid-19 em crianças e adolescentes

Agência ressalta que é importante priorizar a partilha de doses com outras nações antes de imunizar crianças e adolescentes de baixo risco

A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou nesta quarta-feira (24) que as vacinas contra a Covid-19 autorizadas pelas entidades regulatórias são seguras e eficazes para reduzir os impactos da doença em crianças e adolescentes. Entretanto, a agência reforçou o pedido para os países que continuem dando prioridade à imunização de idosos, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores de saúde. 

Segundo a OMS, crianças e adolescentes geralmente têm sintomas menos severos da Covid-19 na comparação com os adultos, por isso, não é urgente vaciná-los. Inclusive, a entidade pede aos países que já atingiram uma alta cobertura vacinal de adultos que priorizem a partilha de doses por meio do mecanismo Covax, antes que começarem a criar campanhas de imunização em crianças com baixos riscos de doenças severas.

Crianças de máscara em outubro de 2020 (Foto: Kelly Sikkema/Unplash)

Levantamentos feitos pela OMS entre dezembro de 2019 e outubro de 2021 mostram que as crianças com menos de cinco anos de idade representam 2% dos casos globais de Covid-19, ou 1,9 milhão. Em quase dois anos, o vírus matou 1.797 crianças menores de cinco anos, representando 0,1% de todas as mortes registradas no mundo. 

Crianças acima de cinco anos e adolescentes de até 14 anos representam 7% dos casos globais de Covid-19, com mais de 7 milhões afetados pela pandemia. Segundo a OMS, pessoas com menos de 25 anos de idade representam menos de 0,5% das mortes globais registradas.  

Segundo a OMS, crianças e adolescentes geralmente apresentam sintomas menos severos na comparação com adultos. Ao mesmo tempo, a agência indica que fatores de risco em crianças têm sido reportados recentemente, incluindo obesidade e condições pré-existentes como diabetes tipo 2, asma, doenças do coração e pulmonárias e condições neurológicas e neuromusculares.  

Surtos de Covid-19 têm sido identificados em escolas, acampamentos de férias e creches, especialmente quando não houve distanciamento físico nem uso de máscaras. Existem ainda evidências preliminares que apontam para o fato de que crianças mais novas são menos infecciosas.  

Apesar de um risco menor de contrair formas severas da Covid-19, a OMS lembra que crianças e adolescentes têm sido afetados de forma desproporcional com o fechamento de escolas. Além de terem a rotina afetada, os menores de idade acabam perdendo nestas situações acesso a serviços fornecidos pelas escolas, como refeições, apoio presencial no aprendizado, terapias da fala e medidas de saneamento e higiene.  

A OMS indica ainda que suas metas de imunização continuam mantidas: vacinar 40% da população mundial até o fim deste ano e conseguir com que 70% das pessoas estejam vacinadas até meados de 2022. 

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News