Quase metade dos trabalhadores corre risco de perder o emprego no mundo

Cerca de 1,6 bilhão de pessoas inseridas na economia informal encontram dificuldades para gerar renda
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Cerca de 1,6 bilhão de pessoas inseridas na economia informal em todo o mundo correm o risco de perder o emprego durante a pandemia do novo coronavírus. O dado foi divulgado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho nesta quarta (29).

O número representa quase metade de toda a força de trabalho global, conforme a terceira edição do “Monitor IOC: Covid-19 e o mundo do trabalho“, material elaborado pela OIT.

Enquanto isso, mais de 430 milhões de empresas em setores duramente atingidos pela crise, como o varejo e a manufatura, correm o risco de graves interrupções, apontou a entidade.

O diretor-geral da agência da ONU, Guy Rider, destacou a necessidade de proteger esses trabalhadores vulneráveis. “Para milhões, nenhuma renda significa nenhuma comida, segurança ou futuro. Milhões de empresas no mundo mal estão sobrevivendo, sem poupança ou acesso a crédito.”

Quase metade dos trabalhadores corre risco de perder o emprego no mundo
Trabalhador em obra de estação de tratamento de água em Sinaloa, no México (Foto: Wikimedia Commons)

Renda encolhida

Dos 3,3 bilhões de trabalhadores em todo o mundo, 2 bilhões têm emprego na economia informal. Apenas 400 milhões têm conseguido manter a renda.

Após as medidas de isolamento social imposta pelos governos, os trabalhadores com dificuldades tiveram quedas de cerca de 60% na renda apenas durante o primeiro mês da crise, aponta a OIT.

Na África e nas Américas, a queda chega a 80%. Já na Europa e Ásia Central, o índice é de 70%. Ásia e Pacífico aparecem logo em seguida, com registros de queda de 21,6% na renda de seus trabalhadores informais.

Menos horas de trabalho

A OIT estima que a diminuição nas horas de trabalho deve chegar a 10,5% durante o segundo trimestre do ano, afetando 305 milhões de empregos de tempo integral. Projeções anteriores apontavam uma queda de 6,7%.

A região que mais deve acumular perda de horas de trabalho é a das Américas, com redução de 12,4%. Europa e Ásia Central apontam índice de 11,8%. A OIT estima redução de 9,5% para as demais regiões.

Nas últimas duas semanas, a proporção de pessoas com emprego em firmas que fecharam as portas durante a pandemia caiu de 81% para 68%. Esse resultado é puxado pela gradual volta à normalidade na China, que começa a diminuir a quarentena.

Recuperação eficaz e sustentável

A OIT pede medidas urgentes para apoiar empregos e empresas, sobretudo na economia informal e nos negócios de menor porte.

A agência da ONU apontou ainda que a coordenação internacional para pacotes de estímulo e alívio na dívida será essencial para uma recuperação efetiva e sustentável.

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