Reino Unido libera investimento para evitar maior recessão em 300 anos

Reino Unido vive pior recessão desde 1709, com contração econômica esperada de 11,3% neste ano
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A pior recessão em 300 anos está forçando o Reino Unido a tomar medidas drásticas para impedir um colapso em sua economia, informou a Bloomberg na quarta (25).

Em meio a um segundo surto de Covid-19, uma das alternativas é o investimento de bilhões de libras em infraestrutura para aumentar os empregos e salários dos trabalhadores das classes mais baixas.

Proposta pelo chanceler do Tesouro, Rishi Sunak, a iniciativa quer estimular um corte de gastos polêmico para pagar as dívidas do país. As medidas têm base em estimativas pessimistas para os próximos anos.

Em recessão histórica, Reino Unido busca investir bilhões em novos empregos
O chanceler do Tesouro do Reino Unido, Rishi Sunak, fala à imprensa sobre os impactos da Covid-19 na economia inglesa, em maio de 2020 (Foto: Downing Street/Andrew Parsons)

O país deve lidar com um índice de até 7,5% de desemprego e contração econômica de 11,3% – a maior queda desde a Grande Geada de 1709. Em perspectivas futuras, a economia deve ser até 3% menor em 2025 em comparação a março deste ano.

Ao mesmo tempo em que investe em infraestrutura, no entanto, Sunak corta o financiamento de políticas como aumentos salariais do setor público e ajuda externa.

O golpe no orçamento provocou uma reação imediata entre conservadores e lobistas. “Nossa emergência de saúde ainda não acabou e a emergência econômica apenas começou”, disse Sunak ao Parlamento na quarta (25).

Ameaça à recuperação

À Bloomberg, o economista Dan Hanson apontou que o aperto no orçamento de Sunak pode representar um risco significativo à economia e até acentuar a recessão nas ilhas britânicas.

“Se o chanceler seguir esse curso, é provável que ameace a recuperação do Reino Unido”, diz. O risco é ainda maior se o país deixar a União Europeia em definitivo sem antes estabelecer um acordo comercial com o bloco. O prazo máximo para um improvável entendimento é 31 de dezembro.

“Nesse cenário, o desemprego chegaria a 8,3% e a economia não recuperaria seu tamanho pré-Covid até 2023″, estima Hanson. A longo prazo, o impacto de um Brexit atabalhoado – como se espera – pode ser de 5% no PIB (Produto Interno Bruto) do país.

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