Um em cada três norte-americanos tem medo da vacina da Covid-19, diz Gallup

Desconfiados são maioria entre os negros e latinos e republicanos; país já tem mais de 6,4 milhões de casos
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Uma pesquisa da Gallup, publicada no último dia 7 de agosto, mostra que um terço dos trabalhadores dos Estados Unidos teria medo de receber a vacina contra a Covid-19. Sem a imunização, empregadores teriam dificuldades de retomar as atividades de forma permanente.

De acordo com o estudo, os empregadores contam com as doses para retomar as operações. O problema é que 35% não tomaria a vacina mesmo se fosse disponibilizada gratuitamente.

A mesma resistência foi registrada em 1954, no início da prevenção à poliomielite, destacou a Gallup.

Desconfiança sobre vacina da Covid-19 atinge um terço dos trabalhadores dos EUA
Vacinas contra a Covid-19 estão em desenvolvimento em todo o mundo. Foto tirada em julho de 2020 (Foto: Flickr/Nenad Stojkovic)

A pesquisa aponta que os respondentes latinos e negros desconfiam mais da imunização: 59% tomaria a vacina sem problema, ante 67% dos brancos.

Os números surpreenderam os pesquisadores, já que latinos e negros são a população mais afetada pela pandemia nos Estados Unidos e representam a maior parcela da força de trabalho pouco qualificada do país.

A maior resistência foi registrada entre a população de 30 a 49 anos (64%). Entre os mais jovens (18 a 29 anos) e os mais idosos, a adesão à vacina superaria os 70%, concluiu a pesquisa.

Padrão

Há também uma diferença de acordo com a coloração partidária. Pouco mais de 81% dos democratas, mais liberais, não desconfiam da vacina. Entre os republicanos, de orientação mais conservadora, a aceitação é de 47%. Entre os independentes, 59%.

Nesta sexta (11), os Estados Unidos já registravam cerca de 6,4 milhões de casos confirmados e mais de 191,8 mil mortes em decorrência do novo coronavírus. Os dados são do levantamento diário da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore (EUA).

Há expectativa de que a vacina contra a Covid-19 fique pronta no início de 2021, reafirmou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, ao Congresso, no final de julho.

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