Enviado dos EUA discute Afeganistão em cúpula na Ásia Central

Oficial norte-americano discutiu investimentos transfronteiriços e um possível fundo de desenvolvimento regional
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O enviado dos Estados Unidos para a reconciliação no Afeganistão, Zalmay Khalilzad, se reuniu com ministros das Relações Exteriores de países da Ásia Central para discutir o processo de paz no Afeganistão.

Os país do chamado C5+1 — Uzbequistão, Tajiquistão, Turcomenistão, Cazaquistão e Quirguistão — se reuniram com Khalizad, na capital usbeque, Tasquente, nesta terça (30).

Segundo o representante dos EUA, foram discutidos o papel crítico da Ásia Central no processo e quais serão os benefícios para a região em relação ao acordo de paz, que trará “aumento da conectividade regional, comércio e desenvolvimento”, afirmou em uma rede social.

Khalizad disse ainda que o governo norte-americano aprecia a cooperação e a assistência do C5+1. “Precisamos trabalhar juntos para promover e incentivar um acordo político quando as negociações intrafegãs começarem”, apontou.

Enviado dos EUA discute paz no Afeganistão com ministros da Ásia Central
Tropas afegãs em treinamento na capital Cabul (Foto: US Navy/Reprodução)

Investimentos em cada país e as oportunidades transfronteiriças também teriam sido discutidos na reunião, além de um fundo de desenvolvimento regional conjunto.

Segundo o canal de notícias afegão Tolo News, Khalizad também participou de uma reunião virtual com o presidente afegão, Ashraf Ghani, e o presidente do Conselho Superior de Reconciliação Nacional, Abdullah Abdullah.

Os três lados concordaram que, sem redução da violência, não haverá avanço no processo de paz no Afeganistão.

Acordo com o Taleban

Em fevereiro, os EUA firmaram um acordo com o Taleban. A tratativa prevê a retirada de todas as tropas, aliados e civis não-diplomáticos do Afeganistão em um prazo de 14 meses.

Em contrapartida, os insurgentes devem evitar que grupos terroristas como Al-Qaeda e Estado Islâmico utilizem territórios afegãos controlados pelo Taleban para ataques contra os norte-americanos e seus aliados.

Pelo pacto do Taleban com os EUA, o governo do Afeganistão deve libertar até cinco mil prisioneiros. Em troca, receberá mil agentes de segurança afegãos, detidos pelos insurgentes.

Em junho, oficiais afegãos apontaram que houve um aumento no número de ataques pelo Taleban no país. A média foi de 30 ataques por dia às forças de segurança do governo.

Uma semana depois governo afegão e o Taleban concordaram em seu reunir em Doha, no Qatar. O objetivo é negociar um cessar-fogo e uma resolução para o conflito político no país. A data ainda não foi acertada.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.

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