Com poucos eleitos, oposição na Geórgia acusa fraude e diz que recusará mandatos

Para oposição, eleições foram "ilegítimas", apesar de validação da OSCE; segundo turno está agendado para o dia 21
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Os representantes do principal partido de oposição da Geórgia, European Georgia, afirmaram que os parlamentares eleitos não assumirão os mandatos e nem participarão do segundo turno, previsto para o dia 21.

Os oposicionistas conquistaram apenas cinco das 150 cadeiras do Parlamento do pequeno país no Cáucaso no pleito de 31 de outubro. A sigla acusa o governo de fraudar as eleições com ajuda de agências estatais e grupos criminosos, registrou a imprensa estatal.

“Entrar no Parlamento será como aderir ao [partido da situação] Sonho Georgiano e isso significa legitimar eleições ilegítimas”, disse um dos líderes da oposição, Gigi Ugulava. Segundo ele, o grupo planeja protestos para o domingo (8).

O Movimento Nacional Unido, outra sigla opositora, que conquistou 34 cadeiras, também afirmou que não assumirá as posições em protesto, apontou a Radio Free Europe.

Com poucos eleitos, oposição da Geórgia acusa fraude e diz que recusará mandatos
Eleições na Geórgia para o Conselho Europeu, em imagem de outubro de 2017 (Foto: Conselho Europeu/Sandro Weltin)

Com 48,15% dos votos, os resultados oficiais conferem a terceira vitória consecutiva ao partido da presidente Salomé Zurabishvili. Nove partidos ultrapassaram o limite de 1% na votação proporcional, informou a CEC (Comissão Eleitoral Central). Dos 150 cargos, 120 são alocados.

O segundo turno será realizado em 15 distritos e devem garantir o poder da maioria parlamentar da pequena nação no sul do Cáucaso.

De acordo com observadores da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), as eleições foram, em sua maioria, “competitivas e livres”. Fatores pré-eleitorais, no entanto, prejudicam o total apoio ao pleito.

Há registro de ambiente de mídia “visivelmente partidário” e “indefinição da linha entre o partido no poder e o Estado” nos meses que antecederam a eleição, afirmou a OSCE.

Tags: