Em site, Moscou acusa jornais dos EUA e Europa de fake news “anti-Rússia”

Para chancelaria, notícias negativas seriam manobra diversionista "anti-Rússia" em veículos dos EUA e Europa
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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disponibiliza em seu site uma lista de matérias jornalísticas, de veículos norte-americanos e da Europa Ocidental, com conteúdo supostamente falso sobre o país.

Neste ano, até o dia 11 de junho, foram identificadas 15 publicações. Há reportagens de jornais como o norte-americano “The New York Times” e o inglês “Financial Times”. Ao todo, mais de 100 publicações são questionadas pelo governo russo.

As publicações seriam uma forma de desviar atenção pública de problemas domésticos para mais uma notícia falsa “anti-Rússia“.

Governo da Rússia lista publicações com informações falsas sobre o país
Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusa jornais de publicarem notícias falsas (Foto: Ministério das Relações Exteriores da Rússia/Reprodução)

As alegações de informações falsas incluem veículos de diversos países, como Bolívia e Afeganistão. Esse levantamento começou a ser publicado em 2017.

Entre as informações questionadas pela Chancelaria russa está a acusação de que há subnotificação do número de casos do novo coronavírus no país. Segundo o FT, as mortes por Covid-19 seriam 70% maiores que as notificadas oficialmente pela Rússia. O governo nega.

Para o ministério, os jornais não deram aos “colegas russos uma oportunidade de responder” e não “procuraram saber dos fatos”.

Em março, o governo russo mirou uma reportagem publicada por um jornal sueco um mês antes. A matéria, alegadamente falsa, acusa a Rússia de desestabilizar regimes democráticos ocidentais e lançar uma “guerra híbrida” contra a Suécia.

O conceito de guerra híbrida refere-se ao conflito por meios não militares, como desinformação, influência em eleições ou ataques cibernéticos.

O sueco “Dagens Industri” entrevista Oscar Jonsson, especialista em Rússia. Segundo o ministério, o doutor em Ciência da Guerra teria usado “clichês russofóbicos, sem fornecer fatos específicos ou provas bem substanciadas”.

Outros assuntos são recorrentes, como operações militares conduzidas pelos russos, campanhas de desinformação e uso de espiões.

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