Investimento estrangeiro global cai pela metade em 2020

No primeiro semestre de 2020, fluxo de investimento estrangeiro direto foi de US$ 399 bilhões; China se mantém estável
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Por causa da pandemia, o fluxo de IED (Investimento Estrangeiro Direto) caiu 49% no primeiro semestre de 2020. O levantamento está no novo relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, em inglês), divulgado na terça (27).

O único país que mantém índices estáveis de investimento é a China, aponta o estudo. Com um rápido controle da pandemia e retomada do sistema de produção mundial, o país manteve o fluxo estável de US$ 76 bilhões no primeiro semestre.

De acordo com o relatório, até o final de junho, o investimento estrangeiro chegou a US$ 399 bilhões. Mesmo com uma queda de 1%, o ano de 2019 terminou com um fluxo de US$ 1,39 trilhão no exterior.

Com exceção da China, países cortam investimento estrangeiro pela metade
Trabalhadora em uma fábrica de brinquedos em Shenzen, China (Foto: UN Photo/Carl Nenzen Loven)

Em 2020, a imposição de restrições para impedir a disseminação do vírus atrasou projetos e investimentos existentes e forçou a contração do índice.

“As perspectivas de uma recessão mais profunda levaram as multinacionais a reavaliar seus projetos”, afirmou o diretor da divisão de investimentos da Unctad, James Zhan.

Por algum tempo, a tendência é que investidores mantenham uma linha mais conservadora. “Todos pensarão duas vezes antes de investir no exterior”, explicou.

Expectativa até dezembro

De acordo com Zhan, todas as economias sofrem impactos com a desaceleração, mas os países desenvolvidos são os mais atingidos. O ingresso de recursos nesses países foi de US$ 98 bilhões nos primeiros seis meses – 75% a menos que o mesmo período do ano passado.

Ainda assim, a estimativa é que, ao fim de 2020, o IED registre uma queda de 30% a 40%. Mas o declínio global deve continuar. “Em 2021, esperamos uma queda entre 5% e 10%”, disse Zhan.

Com base na confiança econômica global, o IED inclui financiamento de projetos internacionais e é a fonte mais importante de investimento externo para as economias em desenvolvimento. O valor presente nos fluxos corresponde a 42% do PIB (Produto Interno Bruto) global anual.

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