Na ‘Davos do Deserto’, mercado prevê crescimento e inflação após pandemia

Encontro em Riad, na Arábia Saudita, reúne megainvestidores, bilionários e multinacionais a partir de quarta (27)
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Os investidores reunidos na 4ª FII (Iniciativa de Investimento Futuro, em inglês) – conhecida como o “Davos do Deserto” – na capital saudita Riad, preveem o retorno do crescimento econômico já em 2021, mas este pode vir acompanhado de alta na inflação, registrou a Bloomberg.

Na abertura, mais de 140 magnatas de grandes corporações de todo o mundo sinalizaram suas expectativas para uma rápida recuperação econômica.

O início das campanhas de vacinação favorece o mercado, avaliaram – mas o crescimento pode vir acompanhado de alguma inflação.

“É justo presumir que estamos voltando para uma era de inflação crescente, com uma grande quantidade de criação de empregos após a pandemia. Há muitos componentes inflacionários”, disse o presidente da BlackRock, Larry Fink.

Investidores em Riad preveem crescimento e inflação após controle de pandemia
Um dos seminários da Iniciativa de Investimento Futuro, na Arábia Saudita, em 27 de janeiro de 2021 (Foto: FII Institute)

O gestor estima que a retomada do crescimento começará a partir da imunização coletiva dos países desenvolvidos, por volta de setembro. Fink é um dos nomes de destaque do encontro, que começa nesta quinta-feira (27).

Um número grande de participantes vem dos EUA – espécie de manifestação de apoio após as ameaças de sanção do presidente Joe Biden, que vê o restrito sistema de direitos civis da Arábia Saudita com preocupação.

O encontro promovido pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, acontece nas modalidades presencial e virtual e termina nesta sexta.

Expectativas para 2021

O ministro de Energia saudita, Abdulaziz bin Salman, já afirmou que o país planeja se tornar “a Alemanha das energias renováveis”. Riad se comprometeu em reduzir suas emissões líquidas de carbono.

No ranking dos maiores produtores de petróleo do mundo, a Arábia Saudita também planeja se tornar um pioneiro em hidrogênio verde e azul e pretende converter metade de seu setor de energia para gás.

Outro destaque no primeiro dia do encontro foi a discussão sobre a internacionalização da moeda chinesa, o yuan. “A China fez um trabalho notável de crescimento e ao desenvolver mercados atraentes para investidores estrangeiros”, elogiou o fundador da norte-americana Bridgewater, Ray Dalio.

A recuperação do Reino Unido também esteve na pauta. Apesar da desvalorização após o Brexit, o CEO do banco Crédit Suisse, Thomas Gottstein, afirmou que o país deve se recuperar rapidamente.

“Estou convencido de que o Reino Unido também se sairá bem com o tempo”, disse ele. “No curto prazo, [o Brexit] é um desafio”, disse.

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