Arábia Saudita expulsa dois membros da realeza sob acusações de corrupção

Sob acusações de corrupção, caça a potenciais rivais do príncipe herdeiro, MBS, tornou-se comum no reino
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O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, ordenou na segunda (31) a expulsão de dois membros da realeza. Eles são acusados de corrupção no Ministério da Defesa, informou o jornal britânico “Financial Times“.

O decreto, emitido pelo rei Salman, ordena que o príncipe Fahd bin Turki al-Saud, comandante das forças sauditas no Iêmen, e seu filho, herdeiro Abdulaziz, vice-governador da região de Jaufe, na fronteira com a Jordânia, deixem seus cargos.

Ambos serão investigados por corrupção. Desde 2017, quando assumiu na prática o dia a dia o reino, o príncipe herdeiro instaurou uma caçada a potenciais rivais, quase sempre acusados de corrupção – muitos sem provas.

Arábia Saudita expulsa dois membros da realeza acusados de corrupção
Príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em visita ao então secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter, em junho de 2016 (Foto: U.S. Secretary of Defense/Adrian Cadiz)

Por MBS, como é chamado, a polícia saudita detém centenas de príncipes, funcionários e empresários do reino. Um número expressivo permanece preso sem julgamento, observou a reportagem.

A prática consiste em extrair informações financeiras dos detidos e, em troca, exigir a devolução dos ganhos supostamente ilícitos.

Estima-se que o expurgo do príncipe já tenha rendido mais de US$ 100 bilhões (R$ 527 bilhões) para o reino saudita.

O príncipe Mohammed é, oficialmente, ministro da Defesa desde 2015, mesmo ano em que o rei Salman subiu ao trono. Já com 84 anos e com problemas de saúde, o monarca ocupa o cargo simbolicamente, já que, na prática, a chefia da Arábia Saudita está nas mãos do seu herdeiro.


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