Oriente Médio

Ataque de drone deixa oito pessoas feridas em aeroporto da Arábia Saudita

Forças de coalizão lideradas pelos sauditas afirmam que ataque é obra da milícia rebelde dos houthis, do Iêmen

Um ataque empreendido por um drone deixou ao menos oito pessoas feridas no Aeroporto Internacional de Abha, na Arábia saudita, na terça-feira (31). As informações foram confirmadas pelas forças de coalizão lideradas pelos sauditas que combatem a milícia rebelde dos houthis, no Iêmen, segundo a agência qatari Al Jazeera.

Na sequência do primeiro ataque, “um segundo drone que tentava atacar o Aeroporto Internacional de Abha foi interceptado e abatido”, disse a coalizão em comunicado divulgado pelo canal de televisão oficial estatal Al-Ekhbariya.

Aeroporto Internacional de Abha, na Arábia saudita (Foto: reprodução/Google Street)

Mais tarde, a coalizão fez um segundo pronunciamento, no qual informou que entre os feridos estão um saudita e sete pessoas estrangeiras, sendo uma do Nepal, três da Índia e três de Bangladesh. Uma das vítimas está em estado crítico. Um avião civil foi danificado.

Imediatamente após o ataque, as forças de coalizão afirmam que coordenaram um ataque em resposta, o qual teria neutralizado o artefato responsável pelo lançamento do drone, na capital iemenita Sanaa, que está sob comando dos houthis. Os sauditas disseram, ainda, que “destruíram os elementos terroristas responsáveis pelo ataque”.

Por que isso importa?

A guerra entre o governo do Iêmen e os houthis já dura sete anos. O conflito começou no final de 2014, após o grupo rebelde houthi, alinhado ao Irã, expulsar o governo da capital iemenita Sanaa. Uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita interveio a favor dos antigos governantes, acusados de corrupção pelos militantes de oposição.

Desde janeiro, quando Washington incluiu os rebeldes em sua lista de grupos terroristas internacionais, o grupo intensificou os ataques com mísseis e drones contra a Arábia Saudita. Os houthis rejeitam a proposta saudita de cessar-fogo e exigem a abertura do espaço aéreo e dos portos do Iêmen.

Há relatos de que os houthis recrutam menores – em especial crianças – para a linha de frente das batalhas e para esgotar as munições das forças adversárias.

crise humanitária decorrente dos combates é tida como o mais grave do mundo. Em virtude dos combates, cerca de dois milhões de civis migraram para centenas de alojamentos improvisados no meio do deserto.