Oriente Médio

Coalizão saudita afirma que partes no conflito do Iêmen aceitam cessar-fogo

Escalada no conflito vinha dificultando acordo entre o governo apoiado pelos sauditas e os rebeldes houthis

O governo apoiado pelos sauditas no Iêmen e as forças separatistas do sul concordaram com um cessar-fogo, afirmou a coalizão saudita nesta segunda (22). O próximo passo é iniciar o diálogo por um acordo de paz.

Desde abril, quando o Conselho Separatista de Transição do Sul declarou sua autonomia, os dois lados têm estado em conflito. Por isso, tiveram pouco sucesso as tentativas da ONU de alcançar uma trégua permanente.

As tensões aumentaram no último fim de semana, após o conselho tomar controle de Socotra, uma ilha iemenita no Mar Arábico. As forças de segurança do governo fora expulsas dali, segundo a agência de notícias Reuters.

De acordo com a coalizão, os dois lados concordam com um cessar-fogo em Abyan e uma desaceleração das tensões em Socotra.

No comunicado, o porta-voz oficial da coalizão, Turki Al-Malki, pediu que as partes envolvidas no conflito priorizem a segurança e a estabilidade da população do Iêmen e que “acabem com o derramamento de sangue”.

A coalizão colocará observadores em Abyan para observar se o cessar-fogo está sendo cumprido.

Coalizão saudita afirma que partes no conflito do Iêmen concordam com cessar-fogo
Prédio destruído em conflito no Iêmen (Foto: Al Mekhlafi/UN Photo)

Ataque de drones

Rebeldes houthis afirmaram nesta terça (23) terem sido bem-sucedidos em sua maior operação militar contra a Arábia Saudita. A operação mirou o Ministério da Defesa e uma base militar na capital Riad, segundo a Al-Jazeera.

Os rebeldes teriam como alvo outros espaços militares nas cidades de Jazan e Najran, próximas à fronteira com o Iêmen. Não há relatos de feridos.

O anúncio veio após a coalizão saudita declarar que havia interceptado e destruído mísseis e drones disparados da capital do Iêmen, Sanaa, em direção a Riad.

Desde 2015, o Iêmen passa por uma guerra civil. O conflito começou em 2014, quando um grupo rebelde tentou derrubar o governo do então presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi. Um ano depois, a coalizão saudita interveio no país na tentativa de restaurar Hadi no poder.