Ásia e Pacífico

Atentados matam 22 militantes do Taleban no Afeganistão

Avanço do exército contra o Taleban acelera escalada de violência no Afeganistão; Filipinas também registra insurgência

Dois atentados terminaram com 22 militantes do Taleban mortos no norte do Afeganistão, nesta quarta (24), reportaram autoridades à agência estatal chinesa Xinhua.

O primeiro confronto foi no distrito de Imam Sahib, na província de Kunduz. Forças de segurança afegãs mataram seis membros talibãs ao repelir um ataque a postos de segurança. O Exército afegão perdeu dois soldados no embate.

Entre os mortos estavam dois membros da Unidade Vermelha do Taleban. A ala corresponde às Forças Especiais do Taleban”, um grupo especializado em armas pesadas e operações violentas, disse uma autoridade regional.

Atentados matam 22 militantes do Taleban no Afeganistão
Soldado dos EUA se posiciona em combate contra as forças do Taleban, no Afeganistão, em novembro de 2010 (Foto: Divulgação/ResoluteSupportMedia)

O segundo ataque ocorreu em Balkh, a 190 quilômetros de Kunduz. Pelo menos 16 militantes talibãs foram mortos e outros 12 ficaram feridos após um ataque aéreo lançado pela Força Aérea Afegã contra esconderijos do grupo.

O avanço teria atingido membros que operavam nos distritos de Balkh, Chahar Bolak e Dawlat Abad. Em resposta, militantes do Taleban explodiram uma ponto ao sul da província de Kandahar, ao sul do país. A estrutura foi destruída após a passagem de um caminhão cheio de explosivos. Não há vítimas.

A violência entre o Taleban e o exército afegão se tornou rotineira nos últimos meses. Enquanto isso, representantes do grupo militante e de Cabul tentam encontrar um consenso para acordo de paz no país do Oriente Médio.

Insurgência jihadista nas Filipinas

O avanço de terroristas não é exclusivo do Afeganistão. Nesta quarta (24), o exército filipino disse ter matado 16 suspeitos de terrorismo em uma ofensiva na província de Maguindanao, ao sul das Filipinas, reportou a Xinhua.

Os mortos integravam o autodenominado BIFF (Bangsamoro Islamic Freedom Fighters), supostamente alinhado com o Estado Islâmico. Além deles, outros 25 militantes ficaram feridos.

Conforme autoridades do exército filipino, o grupo iniciou uma série de ataques no dia 17, na cidade de Datu Saudi Ampatuan. O saldo de mortes resulta de um confronto que se estendeu por quatro dias. Cerca de 5,7 mil famílias foram evacuadas durante a operação.

Estima-se que o BIFF seja composto por cerca de 200 homens fortemente armados. O grupo é acusado de realizar bombardeios e atrocidades na região central de Mindanao. As tropas recuperaram diversas armas de fogo, incluindo uma pista de calibre 45, granadas de fuzil e sete explosivos improvisados.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.