Oriente Médio

Turquia captura membro do Estado Islâmico e resgata menina yazidi de 7 anos

Menina era mantida em cativeiro por um membro sênior do EI em Mosul, no Iraque, de acordo com a política turca

Forças da Turquia capturaram um membro do EI (Estado Islâmico) com uma menina de sete anos da minoria religiosa yazidi, nesta quarta-feira (24), na capital Ancara. O suspeito mantinha a criança em cativeiro, de acordo com a emissora turca TRT World.

Investigado há meses, o acusado seria o principal agente do EI na cidade iraquiana de Mosul e já teria servido como oficial do Exército do país. A menina yazidi já está sob os cuidados dos serviços sociais da Turquia, informaram as autoridades.

O terrorista teria chegado recentemente a Ancara e não teve seu nome divulgado pela polícia. A comunidade yazidi é alvo dos extremistas há anos. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o grupo promoveu um genocídio contra essa população entre 2014 e 2017.

Turquia captura membro do EI e resgata criança yazidi sequestrada
Operação da polícia da Turquia contra membros do Estado Islâmico em Ancara, fevereiro de 2021 (Foto: Reprodução/Anadolu Agency)

A operação faz parte do avanço da Turquia sobre os jihadistas que agem sobretudo no leste do país. As autoridades de contraterrorismo do país prenderam diversos integrantes do grupo desde o começo do mês.

Nesta quinta (25), as forças turcas capturaram outros 14 suspeitos de integrar o EI na Síria e desmontaram uma célula em Adana, no sul da Turquia, disse o diário pró-Ancara “Daily Sabah”. Cinco suspeitos foram presos e os demais aguardam o julgamento em liberdade.

Em outra operação, no mesmo dia, a polícia prendeu cinco suspeitos de vandalizar 79 túmulos, inclusive o de dois policiais mortos durante a tentativa de golpe contra o governo de Recep Tayyip Erdogan, em 2016.

Só em 2020, as autoridades da Turquia detiveram mais de 2,3 mil suspeitos ligados ao Daesh, denominação em árabe considerada pejorativa pelo grupo. Ancara reconheceu o Estado Islâmico como grupo terrorista em 2013.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.