Quatro crianças são mortas a caminho da escola durante ataque no noroeste da Síria

Três meninos e uma menina morreram quando viajavam junto com um professor, em ação que terminou com a morte de dez pessoas no total
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Quatro crianças, três meninos e uma menina, foram mortas na manhã de segunda-feira (18) enquanto viajavam junto com um professor para a escola no noroeste da Síria, de acordo com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Elas foram vítimas de um ataque a um mercado em Ariha, ao sul de Idlib, o último enclave controlado por rebeldes no país.

No total, dez pessoas foram mortas no ataque, enquanto outras 20 ficaram feridas. Bombardeios de artilharia também foram relatados em Idlib na terça-feira (19), segundo Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU (Organização das Nações Unidas). Um civil foi morto e outros quatro ficaram feridos neste segundo ataque.

Dujarric descreveu a recente escalada de violência como “o aumento mais significativo nas hostilidades no noroeste da Síria desde o acordo de cessar-fogo de março de 2020”. E acrescentou: “Lembramos a todas as partes no conflito que respeitem o Direito Internacional Humanitário, incluindo a proibição de ataques indiscriminados e a obrigação de tomar todas as precauções possíveis para evitar e minimizar danos a civis e à infraestrutura civil”.

Quatro crianças são mortas a caminho da escola durante ataque no noroeste da Síria
Jovem tenta retirar a água do chão em campo de refugiados de Idlib, na Síria, janeiro de 2021 (Foto: UNHCR)

Por que isso importa?

A guerra civil na Síria, que já dura dez anos, deixou mais de 13 milhões de pessoas dependentes de ajuda humanitária segundo dados recentes da ONU (Organização das Nações Unidas). Somente na região noroeste há 4 milhões de pessoas nessa situação. 

O conflito opôs Rússia e Irã, aliados ao governo de Al-Assad, à Turquia. Mais de 590 mil pessoas morreram durante a guerra, que varreu a nação e deslocou mais da metade da população, que era de 23 milhões de pessoas.

Desde 2011, a oposição e líderes ocidentais exigem a saída de Assad, a quem acusam de crimes contra a humanidade. Apoiadores de Assad, por outro lado, criticam o que consideram uma interferência de Washington com o intuito de derrubar o presidente.

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente em inglês pela ONU News

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