Otan deve se adaptar para manter relevância até 2030, diz relatório pré-reunião

Documento encomendado pela cúpula traz 138 recomendações para a aliança chegar viva até o fim da década
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A capacidade de adaptação será essencial para que a Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte) mantenha sua relevância até o início da próxima década. A conclusão está no relatório encomendado pela cúpula, em discussão nesta terça (1) em uma reunião de membros.

O estudo recomenda 138 mudanças significativas à Otan, como o reforço na coesão da aliança e uma melhor coordenação com aliados democráticos em todo o mundo, apontou o jornal “The New York Times”, que teve acesso ao documento.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, solicitou o relatório depois que o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a Otan vivia por uma “morte cerebral”, no ano passado.

O chefe de Estado francês criticava a falta de coordenação estratégica norte-americana. “O relatório é uma espécie de resposta a Macron”, disse um diplomata. “E também um esforço para responder às críticas legítimas. A aliança demorou a adaptar as suas estruturas”.

Otan deve se adaptar para manter relevância em 2030, aponta relatório
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em reunião com membros da cúpula sobre o relatório da Otan para 2030 em 25 de novembro de 2020 (Foto: Flickr/NATO)

Pontos de destaque

O relatório não recomenda o abandono do princípio de consenso da Otan, mas sugere outras formas para acelerar decisões. Um exemplo é que debates relacionados a conflitos sejam tratados no nível ministerial e não mais entre embaixadores anônimos.

Outra recomendação é a criação de um órgão consultivo para coordenar a política em relação à China. A equipe deverá mapear atividades chinesas que afetam a segurança internacional.

“Com suas ambições tecnológicas, expansão militar e políticas comerciais, a China não pode mais ser vista simplesmente como um player apenas asiático”, diz um trecho do relatório.

O estudo ainda trata de combate ao terrorismo, incentivo a países democráticos, ambições militares e o estreitamento de relações com a União Europeia. A recomendação é que a cúpula mantenha um “vínculo permanente e explícito” com a UE, com o objetivo de fortalecer a aliança.

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