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Quem são os nomes sêniores da Al-Qaeda identificados pelos EUA no Irã

Denúncias sobre a suposta relação entre o grupo e Teerã foram lançadas pelo ex-secretário Pompeo no dia 12

A acusação do ex-secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, de que a base da Al-Qaeda teria se transferido para o Irã, feita no último dia 12, tem base em cinco figuras centrais. Todos estão na lista de terroristas globais procurados por Washington.

Em documentos acessados pelo site “The Long War”, financiado pela norte-americana Fundação de Defesa das Democracias, o Departamento de Estado classifica ‘Abd al Rahman al Maghrebi, como o integrante “mais perigoso”.

Em um dos documentos recuperados pelos EUA na operação que matou Osama bin Laden, em março de 2011, Maghrebi é atribuído como uma “estrela em ascensão” dentro da Al-Qaeda.

Quem são os integrantes centrais da Al-Qaeda identificados pelos EUA no Irã
Pôster dos EUA de recompensa por informação que leve ao paradeiro de ‘Abd al Rahman al Maghrebi, líder sênior da Al-Qaeda (Foto: Reprodução/U.S. Defense)

Marroquino, Maghrebi é genro do líder global da Al-Qaeda, Ayman al Zawahiri. Washington descreve o homem de 50 anos como um “diretor de longa data” da produtora As-Sahab, braço central da mídia islâmica do grupo.

Ele também seria o chefe do “Escritório de Comunicações Externas” da Al-Qaeda, onde coordena atividades com afiliados da organização. Maghrebi ainda teria assumido a liderança do grupo no Afeganistão e no Paquistão desde 2012.

O Departamento de Estado dos EUA oferece US$ 7 milhões por uma informação que leve ao seu paradeiro.

Alto comando

Outra figura sênior do grupo é Sultan Yusuf Hasan al ‘Arif. O Departamento de Estado, contudo, não deu informações sobre seu papel atual. As informações dão conta de que ‘Arif é um cidadão saudita de 34 anos.

Outros três jihadistas afiliados à Al-Qaeda são os iraquianos Isma’il Fu’ad Rasul Ahmed, Fuad Ahmad Nuri Ali al-Shakhan e Niamat Hama Rahim Hama Sharif.

Os três seriam líderes dos Batalhões Curdos da Al-Qaeda, designados como organização terrorista em 2012. Yasin al-Suri seria um dos facilitadores do grupo, enquanto os outros dois seriam “vice-emires”. Todos estariam no Irã, conforme os EUA.

Os EUA já apontaram a presença de líderes e redes da Al-Qaeda no Irã diversas vezes. Entre 2008 e 2009, o Tesouro afirmou que membros do grupo estariam morando no país e trabalhando com outros jihadistas.

Em julho de 2011, Washington iniciou sua campanha de sanções contra Teerã e defende que as bases da Al-Qaeda operam como um “acordo secreto” entre o governo iraniano e a liderança do grupo. Os departamentos defendem que o “duto central” do grupo fica no Irã.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.