O Paquistão voltou a alertar para o avanço da Islamofobia no mundo e seus impactos diretos na estabilidade global. Em declaração no Dia Internacional de Combate à Islamofobia, o ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, afirmou que o fenômeno “exacerba tensões e conflitos existentes”, criando um ambiente de insegurança internacional. As informações são da Anadolu.
Segundo o chanceler, o crescimento de episódios de intolerância contra muçulmanos tem sido registrado em diversas regiões, incluindo ataques a mulheres que usam hijab, vandalismo de mesquitas, discriminação religiosa e manifestações públicas de ódio. Para ele, esse cenário reforça a necessidade de uma resposta coordenada entre países.

A fala destaca que a islamofobia não é um problema isolado, mas parte de um ciclo que intensifica conflitos e ameaça a convivência entre sociedades. “Trata-se de um ciclo vicioso que impacta diretamente a paz e a segurança internacionais”, indicou.
O governo paquistanês também manifestou solidariedade às comunidades muçulmanas ao redor do mundo e reiterou o compromisso de combater preconceito, violência e discriminação religiosa. A posição oficial reforça a defesa de políticas globais que enfrentem o problema de forma estrutural.
Além disso, Islamabad pediu que a comunidade internacional condene explicitamente a islamofobia e atue sobre as causas que permitem sua disseminação. Entre as medidas defendidas estão a promoção do diálogo intercultural, o incentivo ao respeito mútuo e a valorização de princípios como tolerância e coexistência pacífica.
A data que motivou a declaração foi instituída em 2022 pela Assembleia Geral da ONU, que definiu o 15 de março como o Dia Internacional de Combate à Islamofobia. A iniciativa busca ampliar a conscientização global sobre o tema e incentivar ações concretas contra o preconceito religioso.