Ataque de rebeldes deixa mais de 50 pessoas mortas na RD Congo

Acredita-se que a ação tenha sido realizada pela ADF, grupo classificado como 'terrorista' pelos EUA e que se diz aliado ao EI
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Homens armados realizaram uma série de ataques e mataram mais de 50 pessoas na região nordeste da República Democrática do Congo. A informação foi confirmada na segunda-feira (14) pelo funcionário de uma ONG humanitária local, de acordo com o site The Defense Post.

Na província de Ituri, 19 pessoas teriam morrido em ataques realizados em quatro vilarejos no domingo (13), segundo Christophe Munyanderu, que atua para uma ONG de defesa dos direitos humanos.

Ainda segundo ele, os demais ataques ocorreram na segunda-feira (14), com ao menos 33 mortes em outros vilarejos. “No total, contamos que pelo menos 52 civis foram mortos entre domingo e segunda-feira”, disse Munyanderu.

Embora nenhum grupo tenha assumido imediatamente a autoria dos ataques, acredita-se que tenham sido obra da ADF (Frente Democrática Aliada, na sigla em inglês), que na última semana realizou uma ação semelhante e matou 30 pessoas na província de Kivu do Norte.

Soldados da República Democrática do Congo em combate a terroristas na província de Ituri, ao leste do país, em fevereiro de 2015 (Foto: Divulgação/Monusco)

Por que isso importa?

A ADF é acusada de matar milhares de pessoas na República Democrática do Congo desde 2014, a maioria em áreas remotas. Em junho de 2021, 57 pessoas foram assassinadas em vilarejos, num dos piores ataques atribuídos ao grupo no país africano.

Em março do ano passado, a organização radical entrou para a lista de organizações terroristas do governo dos Estados Unidos, estando, assim, sujeita às mesmas sanções financeiras impostas a grupos jihadistas islâmicos como o Estado Islâmico (EI) e a Al-Qaeda.

A decisão de Washington ocorreu após a ADF declarar publicamente ser um braço do EI, que, por sua vez assumiu responsabilidade por alguns de seus ataques. No entanto, um relatório divulgado em junho de 2021 aponta que especialistas da ONU (Organização das Nações Unidas) afirmam não haver evidências de apoio direto do EI ao ADF.

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