Com civis em governo de transição, vizinhos suspendem sanções ao Mali

De 25 ministros, apenas quatro são militares; segundo bloco africano, Mali apresentou "avanços significativos"
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A Ecowas (Comunidade Econômica de Países da África Ocidental) suspendeu nesta terça (6) todas as sanções ao governo militar do Mali impostas após o golpe militar contra o ex-presidente, Ibrahim Boubakar Keita, no dia 18 de agosto.

Em um comunicado, os líderes do bloco africano afirmaram que o país apresentou “avanços significativos” em direção ao retorno democrático. O consenso veio após o anúncio dos 25 novos ministros do novo premiê, Moctar Ouane, na segunda (5).

No anúncio, apenas quatro ministros são oficiais militares. Eles ocuparão as pastas de Defesa, Segurança, Interior e Reconciliação Nacional. Uma das exigências da Ecowas era que civis ocupassem os principais cargos.

Com civis em governo de transição, Ecowas suspende sanções contra Mali
Assimi Goita, líder do motim contra o ex-presidente do Mali, Ibrahim Keita, e atual vice-presidente do governo de transição (Foto: Reprodução/AFP)

A presidência e vice-presidência do país, no entanto, ainda estão sob comando do general reformado Bah Ndaw e o coronel Assimi Goita, líder do motim contra Keita.

Entre os novos ministros também estão dois representantes dos grupos armados do norte do país. Os movimentos assumem posições no governo pela primeira vez após a assinatura de um acordo de paz em 2015.

Após as sanções, a Ecowas pediu que o governo de transição liberte os detidos desde o golpe. Um dos primeiros libertados teria sido o opositor Soumaila Cissé, sequestrado em março, e outros 180 extremistas islâmicos.

Uma trabalhadora humanitária francesa também teria sido libertada após seu sequestro em 2016. Nenhum deles foi visto até o momento, informou a Deutsche Welle.

Conforme acordado com a Ecowas, o governo de transição do Mali deve durar 18 meses.

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