Comitê pela Proteção dos Jornalistas denuncia sequestro na Rússia

Sete homens teriam sequestrado e ameaçado jornalista responsável por cobertura de protestos no leste do país

O Comitê pela Proteção dos Jornalistas pediu às autoridades da Rússia que investiguem o sequestro do repórter Sergei Plotnikov. Sete homens o renderam e levaram a uma floresta próxima a Khabarovsk, , no extremo leste da Rússia, no dia 15.

Lá Plotnikov foi espancado e recebeu ameaças de morte. O grupo ainda o forçou a desbloquear o próprio celular para que os agressores fizessem uma “vistoria” no aparelho. O jornalista foi liberado em seguida.

Além das agressões ao jornalista, o Comitê também instou o governo russo a garantir a liberdade de imprensa na Rússia.

Comitê pela Proteção dos Jornalistas denuncia sequestro de repórter na Rússia
Registro de uma das apreensões do jornalista Sergey Plotnikov pela polícia russa ao cobrir os protestos na cidade de Khabarovsk em 10 de outubro de 2020 (Foto: RusNews/Aleksandra Teplyakova)

Plotnikov é repórter da agência independente RusNews, que opera no Youtube. Ele cobriu protestos contrários ao ex-governador da região, Sergei Furgal.

O político teria sido preso por suposto envolvimento em assassinatos no início dos anos 2000. As manifestações começaram no dia 9 de julho e se estendem até hoje em diversas cidades da região.

Alvo de ameaças constantes, Plotnikov solicitou proteção policial. Mesmo após o sequestro, o governo federal ainda não atendeu a solicitação.

Este não é o primeiro caso de agressão e perseguição a jornalistas na Rússia. No dia 2 de outubro, a jornalista Irina Slavina ateou fogo em si mesma em protesto aos abusos e perseguições do governo russo contra seu trabalho, na cidade de Nijni.

Dados da ONG Justiça para Jornalistas apontam mais de 1,1 mil ataques contra jornalistas na Rússia desde o começo de 2020. De 2017 a 2019, 15 profissionais da imprensa morreram e um desapareceu.

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