Sites são bloqueados e jornalistas expulsos de Belarus após protestos

Mais de 50 sites de notícias foram retirados do ar por prejudicarem "interesses do país", segundo ordem de bloqueio
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O aumento da repressão aos protestos em Belarus atingiu em cheio a imprensa local: mais de 50 sites de notícias foram bloqueados, dois grandes jornais estão fechados e pelo menos seis jornalistas foram expulsos do país desde que as manifestações começaram, no dia 9.

Um dos canais cortados, o site “Virtual Brest“, teve acesso à ordem que os retirou do ar após dias de insistência, nessa terça (25).

No documento, o governo bielorrusso afirma que o motivo para o bloqueio é a proibição de “propaganda de guerra” ou mensagens que prejudiquem os interesses do país.

Site “Virtual Brest” bloqueado pelo governo da Belarus após protestos, em agosto de 2020 (Foto: Reprodução)

Os bloqueios reforçaram os protestos à questionada reeleição de Alexander Lukashenko, que comanda o país há 26 anos.

Conforme a Associação dos Jornalistas de Belarus, dezenas de profissionais foram detidos e perseguidos durante a campanha eleitoral e os protestos.

Dois dos jornalistas expulsos do país foram presos pela polícia na capital, Minsk, na sexta (21) e levados para Smolensk, no oeste da Rússia. Lá, foram proibidos de entrar em Belarus por cinco anos. O governo não explicou os motivos, denunciou a RFE.

Protestos em Minsk, capital de Belarus, em 16 de agosto de 2020 (Foto: WikiCommons/Homoatrox)

Ainda na sexta (21), a editora estatal alegou problemas e parou de imprimir os dois jornais independentes do país, “Narodnaya Volya” e “Komsomolskaya Pravda”.

Violência aumenta

Mesmo sem números exatos, a estimativa é que a dura resposta policial do país já tenha prendido milhares de pessoas. Alguns policiais postaram vídeos queimando as próprias fardas e ignorando as ordens superiores.

Lukashenko, no entanto, não se intimida pela pressão. Ele insiste que os protestos ameaçam a existência de Belarus como país e dá sinal positivo ao aumento da violência contra os manifestantes, relatou a RFE.

As manifestações em apoio a Lukashenko no país têm sido cada vez menores e mais espaçadas. No sábado (22), um passeio de bicicleta manifestou apoio ao presidente, reportou o “The New York Times“. Cerca de 25 pessoas compareceram.

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