Américas

Em tour asiático, EUA tenta aproximação e é correspondido por Vietnã

Pompeo não citou Beijing no país, liderado por comunistas; líderes sinalizaram interesse em abertura comercial

O tour do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, pela Ásia terminou no Vietnã, nesta sexta-feira (30). Na visita anunciada, Pompeo não falou de forma direta da China ao governo vietnamita, liderado por comunistas – ao contrário do que fez em Índia, Indonésia, Ilhas Maldivas e Sri Lanka.

“Esperamos fortalecer nosso relacionamento e tornar a região segura e pacífica”, disse Pompeo, referindo-se à toda Ásia e, em especial, ao sudeste asiático e Indo-Pacífico.

O secretário foi o enviado dos EUA para fortalecer a ideia de uma aliança ainda não oficial, batizada de Quad e nos moldes de uma Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Ásia.

O chefe da diplomacia norte-americana, sem mencionar Beijing, declarou seu apoio à soberania do Vietnã. Desde o início da viagem, os representantes norte-americanos se concentraram em buscar aliados para combater o avanço chinês no Mar da China Meridional.

Em tour asiático, EUA tenta aproximação e é correspondido por Vietnã
O primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Xuan Phuc (esquerda), e o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em encontro na capital vietnamita, Hanói, em 27 de outubro de 2020 (Foto: Twitter/Mike Pompeo)

Como outros países da Ásia, o Vietnã discorda das investidas de Beijing sobre a região, sobretudo na extração de petróleo e gás offshore no país. Já Beijing e Washington vivem uma disputa comercial e tecnológica que se acentuou desde o início da pandemia.

O primeiro-ministro vietnamita, Nguyen Xuan Phuc, agradeceu a ajuda e manifestou disposição em aprofundar laços comerciais com os EUA. O Vietnã busca investimento ocidental para seu parque industrial, que já compete com o da China, registrou o “Wall Street Journal”.

A dedicação de Pompeo gerou comentários do governo chinês. “As mentiras do secretário dos EUA fazem esquecer o comprometimento pacífico de Beijing com os países vizinhos”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.