Ásia e Pacífico

Na Tailândia, protestos continuam após embate violento contra a polícia

Nesta terça (17), mais de 50 manifestantes ficaram feridos ao tentar acompanhar uma votação no Parlamento

Milhares de manifestantes voltaram às ruas de Bangkok, nesta quarta (18), em protestos contra o avanço de poderes da monarquia da Tailândia, registrou a Associated Press.

As manifestações ocorrem um dia depois de um embate violento entre mais de mil ativistas e a polícia tailandesa. Pelo menos 55 manifestantes pró-democracia ficaram feridos após terem a entrada do Parlamento da Tailândia proibida nesta terça (17).

A polícia teria usado canhões de água para disparar uma solução de gás lacrimogêneo contra mais de mil manifestantes em frente ao Parlamento.

Os jovens tentavam saltar sobre as barreiras de concreto e arame farpado instaladas na frente do Parlamento tailandês para acompanhar a votação de sete propostas de emendas constitucionais.

Protestos continuam após embate violento contra a política na Tailândia
Manifestantes pró-democracia da Tailância se escondem em barricada para fugir dos canhões de água lançados pela polícia tailandesa em frente ao Parlamento em novembro de 2020 (Foto: Twitter/@yeriworld_99)

As proposições visavam barrar os protestos pró-democracia na Tailândia, disseram os ativistas. Com a violência do lado de fora, no entanto, os legisladores interromperam a sessão e postergaram a votação, ainda sem data definida.

Repórteres do jornal tailandês “Bangkok Post” registraram a situação como um “completo caos”. Pelo menos cinco jovens foram baleados ao resistirem à força policial na ofensiva mais violenta desde o início dos protestos. Não está claro se os tiros foram de borracha ou arma de fogo.

O confronto também incluiu apoiadores da monarquia tailandesa que se opõem à redução de poderes do rei Maha Vajiralongkorn. O tema está em discussão desde a escalada dos protestos, em agosto.

Os manifestantes também pedem pela renúncia do primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha, a quem acusam de corrupção e perseguição a opositores.