Economia da América Latina só retorna a patamar pré-Covid em 2024, diz Cepal

Mesmo com incentivos e auxílio , queda do PIB chegará a 7,7% neste ano e recuperação será modesta em 2021
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Apesar da previsão de uma tímida recuperação econômica de 3,7% para 2021, especialistas da Cepal (Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina) não veem saída a curto prazo para as perdas da região.

O mais recente relatório do órgão, lançado nesta quarta (16), aponta que os amortecedores – como incentivos fiscais e auxílio temporário – não serão suficientes para recuperar os níveis econômicos anteriores à pandemia.

Com uma contração estimada em 7,7% no PIB (Produto Interno Bruto) de toda a América Latina e Caribe, a expectativa é que a recuperação só ocorra em 2024.

Perfomance não será suficiente para recuperar perdas na América Latina
Comunidade de zona rural de Honduras em dezembro de 2011 (Foto: U.S. Mission in Honduras)

Os problemas históricos e estruturais da região devem aprofundar as consequências da crise, disseram especialistas. “Antes da pandemia, a América Latina já apresentava uma trajetória de perdas e baixo crescimento“, disse a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena.

Com a Covid-19, a região tornou-se a mais afetada no mundo entre as áreas em desenvolvimento. “Esta é a pior crise econômica dos últimos 120 anos”, alertou a economista.

A América Latina e Caribe é a região com maior desigualdade em todo o mundo. Nas estimativas da Cepal, o crescimento da América do Sul deve ser de 3,7% e a América Central, 3,8% em 2021. No Caribe, a estimativa de elevação é de até 4,2%.

O otimismo para os próximos anos vai depender da distribuição da vacina, dos estímulos fiscais e da recuperação do setor produtivo.

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